domingo, 9 de junho de 2019

Mesmo com a possibilidade de inocência, não vamos canonizar o Neymar

Ainda não temos confirmação dos fatos, mas parecem alguns indícios de que o ultra-estimado Neymar não cometeu o tal estupro. Mesmo que o jogador não tenha cometido tal atrocidade, é preciso nos controlar para não canonizá-lo. Embora para a maioria dos brasileiros, há a poderosa tentação de transformá-lo em um santo ou até em um semi-deus sem defeitos.

Os brasileiros te apenas 519 aninhos de idade, diante de um mundo cheio de nações milenares. A população brasileira é imatura e está aprendendo muitos conceitos, principalmente após o golpe de 2016, que revelou a tirania e a ganância por trás de muita gente amável ou no mínimo confiável.

A imaturidade do brasileiro, como acontece com a grande maioria das crianças, é a de priorizar a diversão em relação a assuntos de seriedade. O futebol, como nossa diversão favorita, é para nós a nossa maior prioridade, um orgulho cívico e uma obrigação a nunca ser adiada ou recusada. 

Por isso o empenho e tentar proteger o suposto melhor jogador da suposta melhor seleção do mundo. Tudo deve ser feito para evitar que Neymar possa ir para a cadeia. Neymar na cadeia é derrota da seleção brasileira. A admiração por Neymar é algo que une esquerdistas e direitistas no Brasil (mesmo sendo Neymar um bolsonarista assumido). 

O maior "herói" de uma nação que coloca a vitória no futebol acima mesmo da própria sobrevivência do povo deve ser protegido de todas as formas. Desde a copa de 2010 o povo aprendeu a idolatrar Neymar, que além de tudo é o símbolo de sucesso da mítica meritocracia, embora os esquerdistas se esqueçam com frequência disto.

Aliás o sonho dos esquerdistas é converter Neymar para que ele, com a sua força descomunal destrua as celas de Curitiba e arranque Lula de lá, voando e carregando o ex-presidente nas costas. Símbolo de um patriotismo infantil de um povo que costuma amar mais os EUA e a Europa que o próprio país, Neymar e tratado como uma solução para todos os problemas do país.

Aliás é interessante saber que boa parte dos que defendem Neymar não moveu uma palha para impedir Lula de ser preso injustamente numa confusa acusação sem provas mas com justificativas esfarrapadas, que não conseguem convencer nem o mais burro dos direitistas. Mas Lula, apesar de gostar muito de futebol, não é jogador, é político. Todos sabemos como brasileiros gostam de políticos.

Mesmo que seja inocentado, não canonizemos Neymar. Claro que ele, assim como todo ser humano, deve ser criticado pelos erros que comete e não por falsas acusações. Usar calúnia e difamação para destruir babacas é tão ruim quanto para acabar com a reputação de pessoas sensatas. nem mesmo um chato como Neymar merece ser difamado. Mas não há motivos para canonizá-lo.

Ele pode até não ter estuprado ninguém, mas não vai deixar de ser o playboyzinho que apagou de vez todo seu passado de pobre para se tornar um magnata cafona, um mulherengo feioso metido a galã que só vive cometendo gafes. 

Aí sim, podemos realmente condenar Neymar, por ser esse exemplo ruim para os jovens brasileiros. O exemplo de ser o farrista irresponsável que sempre foi.

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