quinta-feira, 28 de março de 2019

Os ricos sempre apoiaram o Fascismo

É mais do que necessário que se diga duas coisas: 1) de que existe um conflito entre classes (ricos x pobres) e 2) que os ricos brasileiros são gananciosos, preconceituosos e sádicos, apelando ao prejuízo alheio para preservar seus interesses nababescos.

Parece coincidência o fato de que muitas celebridades e empresários tenham apoiado o candidato fascista Jair Bolsonaro, o mesmo que vive exaltando a violência e que queria matar no minimo 30000 pessoas, além de exigir que se comemore a ditadura militar, numa versão brazuca da negação ao holocausto feita por neonazistas pelo mundo.

Nos governos fascistas antigos, como o de Mussolini na Itália, o de Hitler na Alemanha e o de Pinochet no Chile, o apoio das elites era grande, fiel e intenso. Imunes aos danos do fascismo, os ricos sempre apelaram para forças violentas para afastar os pobres de ameaçarem seus privilégios, preservando a ganância, esta disfarçada em direito essencial para as classes abastadas.

Os brasileiros mais ricos que vivem ou não no Brasil não estão se importando com os gravíssimos danos a serem gerados por uma gestão fascista. Sabem muito bem que o Fascismo existe para eliminar os mais fracos, que atrapalham a ganância capitalista defendida pelos mais ricos. Isso explica a adesão em massa da burguesia e da classe média alta brasileiras ao Fascismo. 

Embora muitas celebridades finjam estar a favor do povo (sua popularidade garante a fama que lhes rende dinheiro através da publicidade e de trabalhos que exigem audiência e repercussão), a adesão ao Fascismo lhes dá uma sensação de segurança de que seus bens e privilégios nababescos não serão repartidos. A boa vida dos ricos e famosos está protegida detrás da guarita fascista.

Para justificar a adesão ao Fascismo - que não é rotulado como tal, pois pega muito mal - as celebridades e empresários inventam qualidades ao gestor fascista, alegando ser ele um "heroico altruísta e patriota a lutar em prol do país e do povo", mesmo que esta definição não passe de conversa fiada a defender a opinião em prol do fascismo.

O medo que as elites tem das forças progressistas é que estas defendem o fim das injustiças o fim da sociedade de classes e os direitos repartidos com justiça entre os seres humanos. O fim das desigualdades é o maior medo das elites pois tira a exclusividade dos privilégios adquiridos. As elites adoram se considerar melhor que o "resto" da humanidade e seus privilégios representam a comprovação disto.

Isso explica a raiva que as elites tem dos esquerdistas. Esta raiva é disfarçada por falsas acusações de corrupção e autoritarismo contra personalidades de esquerda. Embora estas acusações não tenham fundamento real, elas são consagradas na opinião púbica devido ao prestígio que as elites tem perante a opinião púbica. Estamos acostumados a pensar que tudo que vem dos ricos é sábio e está correto.

Mas as coisas estão começando a virar. Os ricos que se assumem bolsonaristas estão sendo humilhados nas redes sociais. Muitos vão perder fãs e consequentemente patrocínio. Ser bolsonarista virou uma grande gafe que pode custar um preço muito caro aos seus defensores. 

Afinal quem gosta de quem defende líderes que vivem dizendo que a humanidade deve ser assassinada em massa?

terça-feira, 19 de março de 2019

Para entender porque o Capitalismo não presta


Infelizmente, com o enriquecimento cada vez maior dos ricos brasileiros, está havendo uma onda de neo-direitismo que exalta o Capitalismo, pensando ser este um sistema mais justo. 

Como aceitar como justo um sistema excludente e que dá o direito a uns de serem melhores que os outros e de concentrar renda, deixando os outros na miséria?

Mas não é preciso ser muito inteligente para entender que o Capitalismo não presta. Uma metáfora irá explicar facilmente.

Uma pessoa que possua uma garrafa de água tem o direito de colocar uma quantidade maior em seu copo no que o de outra pessoa? Claro que não. Mas para quem apoia o Capitalismo, certamente vai achar justo que o dono da garrafa coloque menor quantidade ou nenhuma no copo de outra pessoa. Afinal, ele é o dono da garrafa e faz o que quiser com ela.

Para os simpatizantes do Capitalismo, os ricos têm direito a qualquer abuso financeiro, afinal são os donos do capital e para eles, não deve haver limites de benefícios e de poder.

Entenderam porque o Capitalismo não presta? É porque ele é abusivo. Faz com que os ricos sejam "melhores" que os outros e tenham mais "direitos".

Se um dia entenderem que os seres humanos são todos iguais em capacidades e direitos, o que é fato incontestável, pois o que difere as pessoas são as oportunidades dadas a elas, o Capitalismo acaba.

sábado, 9 de março de 2019

10 anos de Planeta Laranja

Há exatos 10 anos, nosso amigo Marcelo criou este blog para colocar as suas ideias. Hoje ele não administra este blog e nem está em nossa equipe. Mas dedicamos a ele esta postagem, pois ele foi quem deu a partida para a nossa maravilhosa saga. Valeu, Marcelo! Um abraço!

Para comemorar esta data maravilhosa, mudamos o visual para algo ao mesmo tempo mais claro, discreto e descontraído, sem prejudicar a leitura dos textos. Espero que gostem. 

Tudo tem sido feito com amor e dedicação. Esperamos mais 10 anos de muitas postagens. Obrigado a todos pelo prestígio, pois, mesmo com a administração competente do nosso amigo Marcelo, o blog não teria sido nada sem seus leitores. A festa é para vocês!

Um abraço da equipe Planeta Laranja!


sexta-feira, 8 de março de 2019

Porquê as "mais desejadas" do país não são tão desejadas

Nosso país é cheio de absurdos e contradições. De uma sociedade que acha que uma vitória em um campeonato de futebol é mais importante do que qualidade de vida, se pode esperar tudo.

Existe um tipo de mulher programado propositadamente para virar musa. Ou seja, elas são criadas com a finalidade de serem "símbolos sexuais". Elas não são símbolos sexuais porque possuem qualidades para tanto. Elas são símbolos sexuais porque elas são criadas para isso. Podemos chamá-las de "símbolos sexuais de proveta".

Também conhecidas como "popozudas" ou simplesmente "boazudas", elas nada fazem além do que é proposto: estimular a excitação masculina. Como exemplos desse tipo temos as dançarinas de "funk" e "pagode", BBBs e ex-BBBs, paniquetes, "ring girls" e outras que só vivem de mostrar seus corpos. É claro que para despistar, é criado todo um aparato para parecer que elas estão sendo valorizadas "por acaso", como se elas não tivessem sido criadas para serem "símbolos sexuais".

A estranha solidão das "boazudas"

O que é estranho neste tipo de mulher é que a maioria esmagadora delas admitem estar "solteiras". Como as mulheres"mais desejadas do país" estão sozinhas, curtindo uma solidão crônica? Há várias hipóteses para isso.

A mais plausível é que, por serem símbolos sexuais programados - e elas ganham salários para tal - elas são obrigadas a permanecerem sozinhas. Há exceções, como a Gracyanne Barbosa, que assumiu publicamente o romance com o pagodeiro Belo (normalmente quando assumem um namoro, sempre é com um homem com pinta de "peão", mesmo que tenha enriquecido posteriormente), mas no geral, tem que assumir publicamente que estão sozinhas. Por contrato, elas tem que estar "casadas com os fãs".

É muito chato para os fãs de mulheres saber que a sua musa é comprometida. Isso prejudica vendagens e lucros em geral. Uma paniquete, ao ser descoberta casada, teve que ser demitida (e depois readmitida, ao ser descoberta a manobra - pegou mal). Estranhamente, várias musas dão a entender que são casadas, tem filhos e tudo, mas escondem os maridos para não prejudicarem suas carreiras.

Há outra hipótese, menos provável, já que ainda existe muito machismo por aí (elas são musas perfeitas para machistas), é que elas estão realmente encalhadas porque sua vulgaridade espanta dos homens. É até possível que aconteça em alguns casos, mas não é uma regra geral. Para quase todas estarem numa mesma situação, deveria haver um número quase zero de machistas. Além disso, o motivo que faz com que homens "de classe" (principalmente executivos e profissionais liberais) recusem essas mulheres pode não ser a vulgaridade e sim a facilidade desse tipo de musa de cometer gafes por causa desta vulgaridade. Sem falar que a maioria dessas boazudas vem das classes pobres, fazendo a rejeição dos executivos ser praticamente automática.

O que se sabe é que este tipo de musa está começando a entrar em decadência, agravada por essa pseudo-solidão forçada. Muitos homens já não se interessam por essas musas sem conteúdo e começam a eleger símbolos sexuais mais naturais, que não sejam criadas só para isso. Mulheres que além da beleza física possam mostrar outras qualidades, além de servirem para um relacionamento mais duradouro, o que não é o caso das boazudas, feitas apenas para algumas trepadas, para serem descartadas logo em seguida.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Os nerds e o Carnaval

Nada como uma bela quarta-feira de cinzas para postar um assunto que relacione o carnaval ao universo nerd. Aliás, nerds podem brincar o carnaval?

Brincar até podem, mas não creio que a folia de Momo seja algo que combine com o estado de espírito de algum nerd, normalmente desajeitado e envergonhado, graças a sua incrível vocação de cometer inúmeras gafes, o tempo todo.

Aliás, carnaval e todo tipo de festas, pelo jeito, foram feitas para caras sarados, como os "alfa-betas" de Vingança dos Nerds.

Os nerds normalmente são associais (avessos a atividades sociais). Gostam de atividades pacatas, muitas vezes se tornam caseiros e se realizam quando estão na frente de um computador conectado na internet.

Nós vivemos numa sociedade exigente. Exigente em postura, em atitude, em ideias, gostos e aparência. E um nerd sempre diverge do perfil exigido pela sociedade.

Nerds costumam fracassar em qualquer tentativa de se enturmar. Normalmente só tem como amigos íntimos outros nerds como ele. Pessoas normais costumam manter-se distanciadas de qualquer membro da tribo dos "quatro-olhos".

Por isso que o carnaval é uma festa que não combina muito com os nerds. Aliás que festa combina com os nerds? Só se for a "festa do Campus", que aliás, não é feita só para nerds.

Portanto folia mesmo para os nerds é ficar mesmo na frente do computador, vendo fotos e vídeos de mulheres gostosas ao som de um bom rock alternativo.

Isso sim é que é carnaval para qualquer nerd.

terça-feira, 5 de março de 2019

Não à Laranjofobia!

O caso Queiroz, em que um ex-policial, a mando de um dos filhos do ditador Jair Bolsonaro, servia de "laranja" para o enriquecimento ilícito da família (o que sugere algum envolvimento com milicianos), tem desmoralizado a cor, que é a favorita do ex-dono deste site, o nosso amigo Marcelo e de alguns integrantes deste blog, que ainda por cima, adoram a fruta laranja, uma das mais deliciosas na nossa opinião.

Para quem não sabe, "laranja", no jargão político, é quando alguém assume responsabilidade pelos benefícios a serem recebidos por outro, o que é considerado algo ilegal. É como uma procuração ilícita u não-assumida.

A cor laranja é uma cor bonita, resultante da mistura do vermelho (amor) e amarelo (intelecto). A ideia deste blog, segundo Marcelo, era usar a cor favorita dele para simbolizar a união entre o amor e o intelecto, o altruísmo e o discernimento. Esta é a razão por este blog ter se chamado "Planeta Laranja".

Mas a cor, que notadamente simboliza a alegria, o calor, é uma cor usada em situações não muito agradáveis para a maioria das pessoas. No Brasil, é a cor dos garis, embora Marcelo e nossa equipe discordemos da falta de prestígio dada à profissão, de extrema importância. 

Laranja é o novo preto

Mas tradicionalmente e infelizmente, os garis sofrem muito preconceito, tratados ora como "emprego de burro" ou como "punição" para quem "não lutou por um emprego melhor". Triste, pois em países mais desenvolvidos, a importância da profissão é reconhecida e os profissionais melhor remunerados e equipados.

Nos EUA, a cor laranja é uniforme de presidiários, outra situação preocupante. No maniqueísmo consagrado de forma errada em nossa sociedade, quem é rotulado de "bandido" é tido como uma pessoa de incurável má índole cuja única meta na vida é prejudicar a humanidade.

Não concordamos com isso. Não existe a "profissão" de bandido e pobres revoltados com a sociedade não são necessariamente pessoas más. A raiz da criminalidade está na pobreza. Até hoje a sociedade só pensa em eliminar a criminalidade de modo medieval, prendendo em verdadeiras masmorras, só piorando a situação.

O criminoso é na verdade um cidadão que erra e deveria ser tratado desta forma. Se tivesse condições melhores de vida, não estaria envolvido em crimes. Por outro lado, muito bem vividos magnatas que vivem de derrubar governos e usar a mídia a seu favor e não são tratados como bandidos. 

Frequentemente, magnatas gananciosos são vistos como benfeitores, que estão do lado dos humildes, desde que estes aceitem as regras do jogo impostas pelo capitalismo mais parasitário. Pobre bom é aquele que aceita a sua condição ou tenta sair dela seguindo as orientações dos mais ricos. Triste.

Voltando a cor laranja, a utilização no uniforme dos presidiários gerou um preconceito com a cor. Este preconceito deu até nome a um seriado sobre prisão, Orange is The New Black (o laranja é o novo negro, numa referência clara ao preconceito racista), destacando a rejeição que os presidiários e ex-presidiários sobrem pela sociedade em geral.

Respeitem a cor laranja

Pedimos respeito pela nossa cor favorita. Várias frutas e legumes que gostamos também tem esta cor (laranja, tangerina, cenoura, abóbora, caqui). Laranja deveria ser a união entre o vermelho do amor e o amarelo do intelecto. Se pensássemos e amassemos melhor, nosso mundo seria muito mais justo. 

Torçamos que as coisas tristes que estão acontecendo neste mundo sirvam de aprendizado para que aprendamos a ser mais inteligentes e mais altruístas. Ninguém é melhor que os outros e nem merece ter mais que os outros. Somos todos seres humanos com mesmos direitos e deveres, com as mesmas necessidades. 

Achar que uns merecem mais que os outros é o que está destruindo este mundo. Se não mudarmos mais rápido nossa linha de pensamento, vamos acabar com a espécia humana na face da Terra. Se acha isso impossível, olhe ao redor: já está começando a acontecer.

Não à Laranjofobia! Viva o laranja que une o amor e o intelecto. Amemos mais! Pensemos mais!