sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

As musas de 2016

Hoje temos o prazer de mostrar as três gatas que mais se destacaram no ano para a equipe deste blog. Desejando a todos feliz período de festas e torcida por um ano melhor, apesar dos pesares. Clique em cada foto para ver em tamanho normal.

Melhor musa do ano: PEYTON ROI LIST
Melhor musa brasileira: MARIANA XIMENES
Musa-revelação deste ano: BREC BASSINGER

terça-feira, 13 de setembro de 2016

As pessoas nas redes sociais me dão nojo!

Sou obrigado a reconhecer que a minha experiência nas redes sociais, iniciada em 2005, me trouxe mais aborrecimento que alegrias. Através das redes sociais eu descobri que a sociedade não está no mínimo interessada em se evoluir, preferindo em seu tempo livre ficar alimentando ilusões, seja se divertindo com futilidades, seja defendendo ideias equivocadas que deveriam ter sumido há muitas décadas atrás e seguem fortes em pleno século XXI. Evoluem as máquinas para os seres humanos ficarem na mesma de 100 anos atrás.

Chega a dar nojo toda a vez que entro no Facebook. Sempre há alguém lançando seu culto à imbecilização retrógrada. Pode ser música brega, ícones religiosos, ofensas a socialistas, apologia a drogas lícitas ou não, ridículas poses semi-eróticas em fotos, ou seja, todo tipo de barbaridade, mas barbaridade de qualquer jeito. Não vou dizer quais, mas cerca de 75% dos meus "amigos" do Facebook já postaram pelo menos uma vez a sua ode a imbecilização.

E nesta época de copa, a imbecilização encontrará o seu auge, já que ninguém quer ficar fora da hipnose coletiva comandada por Galvão Bueno e seu pupilo, o Neymar (keting), o primeiro jogador de proveta na história do futebol brasileiro, mas excessivamente bajulado como os ídolos de antes. Se já é um horror sem futebol, imagine com. Nada contra o esporte em si, mas sim contra a forma como ele é tratado. Estamos carecas de saber que no Brasil, futebol é pretexto para muita babaquice, digna do pior retardado (com respeito aos retardados, não aos torcedores).

Mas se vê de tudo nas redes sociais, se morre um intelectual, ele é solenemente ignorado, mas se morre um entertainer (famoso não-intelectual que trabalha apenas para divertir ou emocionar os outros)ele é bajulado até os confins da canonização. Até mesmo qualidades são inventadas para os falecidos na tentativa de exagerar sua importância (Michael Jackson, roqueiro? Hã?; Chico Xavier, espírito superior? Como é que é?; Roberto Marinho, comunista? Ora, tenha dó...). Só falta dizer que algum bandido morto em algum tiroteio era uma pessoa puramente bondosa. Cada louco que aparece nas redes sociais!

O que deveria ser uma excelente oportunidade de debate para tentar mudar as mentes das pessoas na verdade se transformou num desfile carnavalesco de defesa das próprias convicções, como se a opinião de cada um, mesmo equivocada, fosse um patrimônio a ser zelado. Não há quem esteja disposto a mudar a sua ideia (nem tente mudar a mente de alguém - internautas brasileiros mordem) e muitos preferem ser mortos do que mudar de opinião. Um horror.

Sinceramente, as redes sociais me dão nojo. Toda vez que entro no Facebook sempre tenho que aguentar alguma tolice. Mesmo os que não são tolos em um assunto, passam a ser em outro assunto. Ou seja, todo mundo quer defender sua tolice, mesmo que não concorde com todas as tolices do mundo. Na minha coragem em combater todas as tolices, sou um guerreiro solitário.

É... tenho que aguentar tudo. Não vou me livrar das redes sociais pois há momentos que elas são necessárias. Mas que o desânimo no uso das redes é inevitável, isso é. Lástima.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Selena joga fora papel que supostamente a pede para se casar com justin Bieber

Selena inciou a sua nova turnê com aquele clima de cabaret semi-erótico que se tornou regra na musica feita para adolescentes. Numa dessas apresentações um fã lhe entrega um papel que após lido durante poucos segundos por Selena, é imediatamente amassado e jogado fora pela mesma.

Segundo os tabloides de fofocas, o papel seria um pedido em letras grandes para que Selena se casassem com Justin Bieber, seu ex-namorado. Como a maioria das pessoas enxerga a realidade como se fosse uma novela, muita gente deseja que certos casais se formem por acreditar na predestinação mística que supostamente rondam os relacionamentos.

Balela! Selena não quer mais saber de Bieber, está em outras e fotos recentes sugerem que ela poderá tirar Orlando Bloom de Katy Perry. Não é segredo para ninguém que a Selenosa sempre teve uma queda por Orlando Bloom (fotos abaixo), que tem um filho com a estonteante modelo australiana Miranda Kerr, hoje namorada de um nerd criador de um software muito usado.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Ariel Winter escreve mensagem sensível sobre David Bowie

Para os que admiram belas atrizes, hoje é um dia histórico. Hoje, finalmente Ariel Winter, uma das mais elogiadas, mais belas e a mais formosas atrizes da atualidade, chega finalmente aos 18 anos, podendo agora ser admirada sem susto. E felizmente esta admiração pode ser estendida à personalidade dela.

Winter (inverno em inglês - um trocadilho diante do fato dela ser uma garota tão quente) vem demonstrando nas redes sociais que está se esforçando para ser uma pessoa melhor. Sempre que há oportunidade, ela critica os erros que a sociedade comete com frequência e que costumam ser aceitas com naturalidade.

Recentemente a jovem atriz de Modern Family se envolveu numa polêmica ao criticar um famoso blogueiro (que dias antes da polêmica havia estado nos trend topics do Twitter por causa de seu aniversário). As críticas foram mais que justas, pois o vlogueiro - cujo nome é dispensável dizer aqui - fazia muitas postagens em vídeo fazendo chacota de minorias como gays, negros, mulheres e nerds. Ariel escreveu um texto longo e sensato criticando o vlogueiro. Ele, sem argumentos não respondeu aos comentários de Winter. Pelo menos ate o fechamento desta postagem.

Winter tem criticado também a padronização de beleza. Tudo bem que o corpo dela, com curvas perfeitas e gostosura que os homens acham ideal, não agrada às mulheres, que preferem ser magras como as top models de grifes femininas de roupa. Winter quer ficar de bem com seu corpo e não quer ser tachada de "plus size". Winter, estamos contigo. Até porque para os homens, você é perfeita.

Ariel Winter ainda surpreendeu a todos com a mais bela declaração sobre a morte de David Bowie, já que o cantor não é de uma época cujos cantores possam ser idolatrados por jovens que te hoje menos de 25 anos. "Nosso mundo tornou-se apenas um pouco menos colorido. Onde quer que esteja, a emoção se estabelece. Descanse em paz, David Bowie". Poucas palavras que dizem muito, escritas por uma garota que não teria a obrigação de conhecer o artista.

Ariel pretende ser advogada e se ainda não entrou, deve entrar em alguma faculdade de Direito. Graças ao senso de humanidade que ela tem demonstrado, será uma grade advogada. Mas ela não pretende abandonar a carreira de atriz, seguindo as duas profissões simultaneamente, apenas equilibrando o horário de trabalho.

E é esta garota que chega aos 18 anos hoje. 18 anos com vontade de crescer anda mais. Linda, talentosa, charmosa e com o corpo perfeito, ela ainda soma a essas qualidades uma personalidade surpreendente de quem não quer ficar presa na mediocridade epidêmica e um mundo em franca decadência.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Sonhos de Morpheus, 25/01/2016


Domingo, Dia Internacional do Tédio, sempre é dia de tentarmos buscar algo para fazer ou para ver. E aqui nós fazemos a nossa parte e nesta semana, o giro sai no Domingo para a garotada ver o que está acontecendo por aí.

1. Carrinhos da Matchbox voltarão a ser vendidos em caixinhas, como era no meu tempo, em alusão ao nome da marca. Lá fora, pois a Mattel brasileira teve a infeliz ideia de não lançar mais a marca por aqui. Link

2. Quanto mais medíocre a sociedade, mais religiosa ela é. Link

3. Gurizinho que não sabe escrever é contratado pela Folhs SP só porque odeia a esquerda. Link

4. Receita da semana: acarajé simples para quem, como eu, adora a iguaria. Link

5. Esta semana só se falou em Chloe Grace Moretz. Pudera! A garota é a maior gata! Link

6. Advogado revela que muitos famosos só vão a shows de musica ruim em troca de cachê. Link

7. Álbum da vez: The Man Who sold The World, do já saudoso David Bowie, álbum que ouvi e gostei muito. Link

8. O objetivo da nefasta Teologia do Sofrimento é a "limpeza" social. Link

9. Conheça Sérgio Moro, o ídolo dos direitistas que nunca pune amigos corruptos, apenas inimigos. Link

10. Pedro Bial acha que BBB é "intelectualmente estimulante". Então tá. A gente acredita. Link

11. Milagre de Madre Teresa foi comprovado como farsa. E agora ICAR? Segue a canonização? Link

12. O Capitalismo sustenta a mídia, logo a mídia sustenta o Capitalismo. Entendeu? Link

13. No Japão, linha de trem deixa de ser extinta por causa de uma menina que tem que ir à escola. Linda estória de respeito humano. Link

14. Aumentam os rumores de que bela Selena Gomez pode estar namorando. Link

15. Nos anos 80 havia cereal feito para nerds. Os desajeitados míopes, não os lenhadores de hoje que adoram quadrinhos. Seria um modo da gata Hailee Steinfeld, fanática por cereais, amar os nerds. Link

16. O maior ônibus do mundo não é brasileiro e pode servir de solução para linhas interestaduais de grande capacidade nas estradas brasileiras. Link

17. O que deu na cultura de massa brasileira? Link

18. Como é construído um Motor Home, com fotos detalhadas. Link

19. O dia em que a lindíssima Elaine Bast se destacou na internet. Link

20. Qual é a música de David Bowie que te representa? Link

sábado, 23 de janeiro de 2016

A questão sobre a presença de negros entre os indicados ao Oscar

Uma verdadeira polêmica tem acontecido entre as celebridades americanas. Muitas celebridades negras, e algumas não-negras, tem reclamado da falta de atores negros nos indicados ao Oscar deste ano. É uma polêmica e tanto, que foi reforçada pela adesão de uma dos membros da academia que oferece a premiação, que concordou com a reivindicação.

Mas faltou esclarecer algumas coisas, apesar da causa ser justa. Primeiro: a academia deu sinais de que não é racista. Já premiou negros e muitos destes participam das apresentações, inclusive como anfitriões do evento, e fazem com sucesso e talento. Segundo: o Oscar é um prêmio da indústria para o que ela entende como talento (não vamos entrar no mérito disso para não desviar do foco - falei isso em outras oportunidades e falarei quando for conveniente). 

Ou seja, as pessoas são premiadas elo seu talento e não pela sua cor de pele. Se não houve negros indicados é porque os votantes não viram negros em papéis que considerassem de destaque em obras de 2015. 

Não creio que a falta de negros na indicação deste ano signifique racismo. Até porque seria estranho criar um sistema de cotas para negro no Oscar ou criar uma categoria "melhor ator negro", o que parar mim seria sim uma forma de racismo. Já existe uma premiação para negros, a BET Awards (Black Entertainment Television, fazendo trocadilho com o verbo "to bet", apostar), seguindo a ideologia "separados, mas iguais", ainda existente nos EUA.

Na verdade negros e pessoas de qualquer etnia nunca deveriam ser tratados de forma diferente dos brancos, nem para pior, nem para melhor. Somos todos humanos e merecemos os mesmos tipos de direitos. Tratar etnias menos prestigiadas como se fossem sub-humanos é crueldade e é um fato que deveria ter desaparecido há muito tempo. Se ainda continua, é porque ainda estamos bem atrasados, ainda aprendendo a ser gente. E quem escreve esta postagem é um mestiço bisneto de negros.

Mas quanto ao Oscar ter ou não negros, o que importa é o talento e a capacidade de atrair gente para as salas de exibição. Há uma gigantesca quantidade de negros que são talentosíssimos e muitos consagrados e de reputação solida e incontestável. Cabem a diretores colocarem-os em papéis marcantes para que possam ser indicados ao prêmio. Creio que é esta a atitude a ser tomada.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A importância de David Bowie

Nestas semanas muito se falou sobre David Bowie, falecido após uma longa e discreta luta contra um câncer. Revelou-se pouco depois que foi câncer de fígado que o matou, embora o cantor tivesse problemas cardíacos, sofrendo seis infartos em 2015.

Bowie, genial como sempre foi, sendo um cantor-símbolo da criatividade na música, por saber que iria morrer, decidiu anunciar sua morte de forma artística e mesmo visivelmente debilitado, aceitou gravar um videoclipe, coerentemente com a sua proposta "Sound +Vision" que lançou nos anos 90 e que foi inclusive o nome do pacote que trouxe o relançamento de todos os seus álbum remasterizados na época.

Em Lazarus, nome referido ao personagem bíblico que "ressuscitou" (na verdade, sofria de catalepsia e foi curado desta doença), Bowie está numa cama de hospital agonizando e no mesmo vídeo aparece dançando de forma desajeitada, com evidente dificuldade de se movimentar. Bowie aparece magérrimo, mas com o rosto inchado como uma bola. Uma cena triste de se ver. Eu vi o clipe e me senti constrangido a ver um ídolo, famoso pelo seu dinamismo, se deteriorar diante da tela.

Mas durante o anúncio de sua morte e do lançamento de seu derradeiro álbum Blackstar, composto durante o período de doença e por isso mesmo sendo todo temático sobre a morte, muita gente, sobretudo os mais jovens perguntavam: quem é esse tal de David Bowie que todos estão falando tanto?


Não faremos uma biografia dele e nem falaremos muito. Não é a intenção desta postagem. Queremos aqui nos limitar a responder essa pergunta citada, falando sobre a importância que Bowie tinha (e ainda tem, sua obra é imperecível) na música.


Nascido David Jones e mudado seu sobrenome para um estranho "Bowie" para não ser confundido com o líder da banda americana de teeny bop The Monkees, Davy Jones, Bowie iniciou fazendo o rock básico típico da segunda metade dos anos 60. Mas ainda na mesma década muda seu som para uma mistura de folk e de glitter (nome que o glam rock tinha na Inglaterra), com pitadas de psicodelismo, já lançando seu primeiro clássico, a belíssima Space Odditty, uma das musicas dele que eu, pessoalmente, mais gosto.

E daí se iniciou o que seria uma tradição na sua carreira e sua marca registrada: a mutação. Apelidado de "Camaleão", Bowie mudava de sonoridade a cada disco, mas do contrário de muitos cantores, o fazia não para aderir a modismos, mas para fugir deles. Para Bowie, que compôs e gravou uma canção chamada Changes (nome de sua coletânea no pacote Sound + Vision), as mudanças tinham a intenção clara de aperfeiçoamento, o que o tempo comprovou ser verdadeira.

Depois do glitter e do psicodelismo, passou para o rock setentista, para o eletrônico alemão (teve relação de admiração recíproca com o grupo Kraftwerk), para o soul, para o new wave, para a música eletrônica mais moderna, e o que você puder imaginar. Blackstar, seu derradeiro álbum e réquiem definitivo foi classificado como álbum de jazz. Mostrando que mesmo à beira da morte, Bowie estava a fim de mudanças. Mas desta vez a mudança foi radical, pois incluiu a sua saída do planeta Terra.

Bowie havia voltado a sucesso. Embora nunca tenha tido uma fase decadente (embora os álbuns seguintes ao seu álbum mais popular, Let's Dance (com sonoridade ora funk do tipo Chic - Nile Rodegers era o produtor - ora new wave, o som da época), sejam meio fracos, comparados a sua capacidade de criar), sua popularidade havia caído nos anos 90, embora tivesse recuperado a criatividade já os anos 90, com bons álbuns.

Recentemente, havia lançado The Next Day, pelo seu próprio selo, criado em um acordo com a Columbia (é este selo que lança Blackstar), com sucesso de crítica e de público. Bowie havia feito um álbum triste, tendo a velhice como tema, mas sem imaginar que esta velhice duraria bem pouco. A capa, a mesma do álbum Heroes mas com um quadrado branco tapando os detalhes, era uma referência de retorno, de retomada, de reinício. Mas acabou-se o que era doce.

Não teremos outro Bowie. Mesmo sendo muitos, como um Fernando Pessoa da música (além de mutante, Bowie tinha até seus personagens, Ziggy Stardust, Aladin Sane, Major Tom e outros), cada um com seu estilo e personalidade, mas era um só. Seus personagens na verdade eram fruto de sua obsessão por mudanças e por progresso. Era entusiasta da evolução artística e da tecnologia, sendo usuário assíduo de redes sociais, onde era amigo de fãs que lhes serviam de inspiração para trabalhos posteriores.

Infelizmente não temos mais Bowie. Mas ficam as suas lições, perfeitamente registradas em quase 50 anos de carreira. Ouçamos-as e tiremos proveito de um artista que era único, ao propor mudanças em um mundo que vive se recusando a mudar. Mudemos com Bowie e como Bowie, se quisermos que o nosso mundo seja cada vez melhor.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

O dia em que David Bowie se encontrou com músicos do New Order

Meses antes de Bowie falecer e sem eu sequer imaginar que ele faleceria em data próxima, estava procurando várias raridades do New Order, minha banda favorita, para colocar no acervo de mp3 e dei de cara com uma rara gravação de Bernard Sumner e Peter Hook com a participação do próprio Bowie, cantando informalmente em um estúdio a música Love will tear us apart, consagrada por Joy Division, que na verdade é a "reencarnação" anterior do New Order.

Foi um encontro raro, que aconteceu em 1983, quando Bowie experimentava seu primeiro sucesso comercial com o festivo Let's Dance, produzido pelo guitarrista da banda disco Chic, Nile Rodgers. O encontro do N.O. com Bowie não foi gravado em disco mas foi registrado no YouTube. Bernard falou sobre esta experiência:


"... Então, estávamos todos lá só para se divertir e nós brincamos dizendo que ele deveria vir e ter uma jam com a gente, então no minuto seguinte - bem, foi no dia seguinte, na verdade, mas eu não esperava que ele definitivamente passaria por aqui - e nós estávamos nas salas de ensaio e nós estávamos tocando Love Will Tear Us Apart e eu era como,nós tocando de maneira foda Love Will Tear Us Apart com David Bowie cantando, isso é loucura! Nós nunca liberamos. - Bowie levou uma gravação da mesma, e apenas acrescentou mais alguns vocais para se divertir, e depois foi enviada de volta para mim ... "


Um encontro inesquecível que gerou uma admiração ainda maior do que o grupo já tinha pelo cantor/compositor, manifestada no dia seguinte a sua morte no site oficial do New Order, com um lamento escrito pelo mesmo Bernard Sumner, publicado no último dia 11:


"Muito chocado e entristecido para assistir ao noticiário esta manhã e ouvir sobre a morte de David Bowie. Eu sempre olhei para ele e pensei, sim - ele é o negócio real, indiscutivelmente bom, uma figura de proa para toda uma série de músicos, tenho certeza. Perdemos alguém único que não pode ser substituído."


É Bernard, estamos muito entristecidos e ficaremos para sempre. Bowie era sim a nossa bússola cultural e com a mais absoluta certeza, sem pieguice e sem puxa-saquismo, uma figura insubstituível.

Membros da banda inclusive ficaram bem amigos de Iggy Pop, amigão e parceiro de seu contemporâneo artista. Pop, que compôs com Bowie várias musicas, participou de várias apresentações do New Order (cantando inclusive a mesma música do Joy Division) e participa recitando em uma das faixas do novo álbum da banda Music Complete, com uma das raras músicas que a banda gravou com vocal que não é cantada por Bernard.

Fiquemos com o áudio do encontro (com qualidade de som sofrível, mas que vale como relíquia), postado em uma conta do YouTube que não sei dizer se era do próprio ou de um fã. Um encontro que mereceria um álbum inteiro com faixas próprias.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O Homem das Estrelas pegou a Estrela Negra e foi embora

Hoje estou de luto. Levei um choque com a notícia. David Bowie havia falecido. Conhecendo a figura, pensei que era pegadinha. Não era. Bowie, o Homem das Estrelas, rumou ate a Estrela Negra e  foi embora. Talvez chateado com a mediocrização do planeta, foi procurar um lugar melhor para viver.

Bowie sempre foi para mim sinônimo de criatividade e modernidade. Entusiasta da tecnologia e das redes sociais, falava com os jovens como nenhum veterano conseguia falar. Mutante constante, ele não conseguia fazer trabalhos iguais as outros e seus discos eram únicos, um com sonoridade totalmente diversa do outro. Sua obsessão em experimentar sempre lhe rendeu o apelido de Camaleão. Mas parecia ser Ovelha Negra, pois a intenção mesmo era de ser diferente de tudo e de todos, inclusive diferente dele mesmo.

E pelo jeito, Bowie sabia que iria morrer. Passou 2015 quase todo cuidando da saúde, longe dos holofotes. O título do álbum recém lançado, Blackstar e o clipe da música de trabalho cheia de referências a morte, Lazarus, servem como uma boa despedida, do tipo "amigos, estou indo embora e esse é o recado que deixo a vocês". No clipe, Bowie aparece deitado na cama de um hospital (como esteve em 2015), com olhos vendados, dando a entender estar no "seu fim". Uma morte estranha que ninguém sabia, pois Bowie, retomando a carreira, parecia retomar a vida. 

E hoje levei um choque tremendo. O grande gênio que nunca quis ser igual aos outros, nem a ele mesmo, dava seu último suspiro. Deixa o mundo justamente quando precisamos de mais pessoas como ele, criativas, visionárias e verdadeiramente rebeldes (e com causa).

Resta agradecer a David Bowie por tudo que ele fez pela cultura mundial. Cabe a nós sermos transformadores como ele, fazendo desenvolver o mimetismo cultural que impulsiona mudanças reais, não essa porcaria de "pop popular" que polui os nossos ouvidos hoje. É vasta a quantidade de bons exemplos que o cantor e o ser humano David Bowie deixa para nós.

Valeu, Bowie. Agora você, Homem das Estrelas, se torna uma Estrela Negra e como Lazarus, morre como homem e ressuscita como mestre cultural. Pois grandes homens morrem, mas as suas grandes lições permanecem na vida eterna.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Sonhos de Morpheus, 06/01/2016


O primeiro giro do ano!!! Ebbaaa!!! Mas como ainda estamos na ressaca de Ano Novo, a maioria dos sites ainda estão dormindo, sem notícias e novidades. Por isso nos esforçamos um pouquinho e colocamos aqui coisas interessantes para começar o ano. Feliz 2016 e nos acompanhem!

1. Cinema ruim chama público. As tolas Globocanchadas foram recorde de bilheteria em 2015 no Brasil. Resultado da imbecilização do povo? Siiiimm! Link

2. Colegas de Hailee Steinfeld em Pitch Perfect 2 anunciam noivado. Felicidades as dois. Link

3. Fascistas não conseguiram acabar com a democracia em 2015. Desmoralizados, também não conseguirão em 2016! Link

4. A filha do gigante do jazz Nat King Cole, também grande cantora, é o primeiro falecimento famoso de 2016. Lamentamos. Link

5. Resoluções de vida para quem vai fazer 45 anos ou mais. Link

6. Álbum da Vez desta semana: Lost Sirens, do New Order, para comemorar os 60 anos de Bernard Sumner, completados ontem. Link

7. O que deu na cultura de massa brasileira? Saiba aqui. Link

8. O melhor teste para descobrir se uma sociedade é justa. E nisso, o Brasil perde feio. Link

9. Ivete Sangalo, a mulher mais chata do país, tem ataques de ciúme por causa do garotinho que ela chama de "marido" e dá chilique diante do público. Link

10. Porto Alegre vai mudar a farda de seus ônibus. Acabou a feiura mas desprezo pela identificação das empresas continua. Link

11. "Espíritas" brasileiros acham natural a influência do Catolicismo na doutrina. Devem achar delicioso sorvete com cobertura de gasolina. Link

12. Receita da semana: batata frita no forno. Mais saudável e mais crocante. Link

13. Brasileira mais linda de 2015 está solteira. Uau! Link

14. Preocupada com anunciantes, Globo quer dissociar consumo de bebidas alcoólicas com acidentes de trânsito. Irresponsabilidade. Link

15. Lemmy, líder recém falecido da banda Motorhead era ateu e extremamente generoso. Bondade não precisa de fé. Link

16. Dakota Fanning não sumiu, não largou a carreira e ainda vem com novidades. Link

17. Peyton Roi List de shortinho e blusa justa, bem gostosa? Yes, please! Link

18. Aumentos nas passagens financiam sistema caro e decadente. Link

19. Graças ao fim da Kaiowa, um fato histórico: Auto Viação Catarinense pela primeira vez no Rio de Janeiro. Link

20. Tá chateado com o calor? Veja a vida na cidade mais fria do mundo. Link

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Comemore os 60 anos de Bernard Sumner ouvindo o novo do New Order!

Hoje, o líder de minha banda favorita, a New Order, Bernard Sumner, completa a sexta década de vida. Felicidades a ele e a nós também, pois apesar da idade, segue firme com a banda, que quase foi extinta por causa do temperamento meio imaturo do ex-baixista Peter Hook (um dos melhores baixistas do mundo e que curiosamente também chega aos 60 neste ano, a despeito de sua índole irresponsável), o que provou brigas na banda.

Sumner, que nos tempos de Warsaw/Joy Division se chamava Bernard Albreccht e às vezes é chamado atualmente de Barney, tentou fundar outra banda após as brigas com Hook e nisso surgiu o Bad Liutenant. Com a retomada da carreira musical da tecladista e guitarrista Gillian Gilbert, esposa do baterista Stephen Morris, Sumner decidiu, mantendo os dois integrantes de sua nova banda rebatizá-la como New Order e iniciar uma nova fase na carreira da banda.

E tudo novo, mesmo com a retomada do velho nome. Para começar um novo contrato, desta vez com a Mute Records, gravadora que consagrou Depeche Mode, Nick Cave, Moby (este que virou amigão de ninguém menos que Jean Michel Jarre, papa da musica eletrônica francesa que convidou o inglês para o seu novo álbum de duetos). Na Mute, New Order fez seu novo álbum lançado no dia 25 de setembro (aniversário de 45 anos da minha paixão de adolescência, uma colega de escola que nunca consegui conquistar), denominado com o adequadíssimo nome de Music Complete.

O álbum, que acaba de sair no Brasil por uma gravadora pequena (ué, a Sony Music não se interessou?), uma tal de Voice (especializada em discos independentes de rock), não decepciona. Parece uma versão melhorada do álbum Get Ready, que lançou a viciante Crystal (uma das músicas da banda que eu mais gosto, além de Perfect Kiss, This Time of Night, Thieves Like us e True Faith) e foi imediatamente aclamado pela crítica especializada. É considerado o melhor álbum da banda nos últimos 20 anos.

Não vou ficar aqui destrinchando o álbum, pois há várias resenhas sobre o mesmo (gostei muito dessa: clique aqui). Mas quem ouvir vai ver a banda bem jovial, dançante, alegre e inspirada. Há participações especiais de Iggy Pop (ídolo de Ian Curtis, fundador do Joy Division, que deu origem ao N.O., na primeira gravação da banda com vocal totalmente feita por um não-integrante), de Tom Rowlands, da conterrânea Chemical Brothers (que simulou uma voz bem grave em Tutti Frutti, lembrando o que Hook fez em Fine Time, de Technique, em 1989) e do vocalista da banda The Killers (homônima a banda fictícia que aparece no clipe de Crystal: homenagem?), alem de alguns menos famosos.

Adorei o álbum, cheio de faixas empolgantes e superou as minhas expectativas, mostrando que a minha banda favorita está pronta para o futuro. Apesar de completar hoje 60 anos, Sumner está cada vez melhor como musico e cantor e ostenta uma jovialidade incrível e mantém a qualidade que sempre marcou todas as bandas em que participou. 

Nunca vou deixar de ser fã de carteirinha do New Order. Com Music Complete, a banda me obrigou a permanecer no fã clube. E pelo jeito para sempre.