domingo, 28 de dezembro de 2014

Ynstituto entra em férias


Por motivos particulares vamos ter que fazer uma pausa. Mas em breve voltaremos com novas postagens. Releiam os textos publicados, prestigiem e indiquem aos seus amigos. Desculpem pela espera e agradeço antecipadamente pela paciência. Voltaremos na melhor hora. Feliz 2015.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Cerimônia de recepção para a mais nova princesa da Disney: Léia, de Star Wars


Agora que a Lucasfilm pertence à Disney, as princesas da famosa grife do Entretenimento foram dar as boas-vindas à Princesa Léia, de Star Wars, como a mais nova princesa da Disney.

Vejam o interessante vídeo com uma musiquinha retrô bem legal e um monte de gatas mais do que maravilhosas interpretando as princesas. Todas de encher os olhos.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Vai quem pode

Existem mulheres que são feitas para determinados homens. Mas estes homens, por algum motivo ou por falta de sorte mesmo, acabam perdendo a oportunidade de conquistar tais mulheres. No meio do caminho, aparece outro homem, que como não quer nada, satisfaz o desejo de tal mulher e inicia um relacionamento com ela, mesmo não fazendo questão de todas as qualidades que ela possuí.

É, amigos, numa sociedade injusta como a nossa, a vida afetiva também tinha que ser injusta. Senão ia ser uma verdadeira incoerência.

Porque será que os homens se casam com mulheres de qualidades bem marcantes se não fazem questão dessas qualidades? Aí, vão dizer que "é o amor", numa total falta de discernimento, como se o "amor" unisse as pessoas. O que os une é a circunstância. Amor é uma coisa totalmente diferente daquilo que as pessoas acham. E justificar que todas as relações se iniciam por amor é uma total falta de informação a respeito dos fatos.

E como ficam os homens que se apaixonam pelas mulheres que se casam com outros? Muito provavelmente irão se unir a mulheres nada apaixonantes. Tem sido a sim em 90% dos casos, há milênios. A tendência é de sempre apaixonarmos por alguém que está reservado a outro e somos objeto de paixão de objetos de paixão de outros. Compliquei? 

Não, quem complicou foi a sociedade, impondo regras de conquista que não são nada democráticas, obrigando pessoas de personalidades muito diferentes a assumirem, na marra, o mesmo exato comportamento durante o processo de conquista. Um preço exigido pela sociedade a pagar para não ficar encalhado.

E quem pode "pagar", satisfazendo as exigências dessa sociedade avessa ao discernimento constante, é o "felizardo" que irá levar o seu "troféu" para casa. os perdedores que se calem ou se contentem com as medalhas de lata que estão reservadas a eles. Mesmo que os "felizardos" nem gostem muito do troféu, preferindo jogar na estante e pegar apenas para mostrar aos amigos como prova de "como sou fodão!", o direito conquistado pertence a eles e não se discute a respeito. Os perdedores que se contentem, mesmo que o direito real seja deles.

Num mundo sem afeto, claro que as uniões nunca podem se iniciar por afeto. Muitos são os motivos que fazem os relacionamentos se iniciarem. Mas para a maioria das pessoas, com o cérebro em total letargia, preferem, por achar mais confortável, acreditar que todos os relacionamentos se iniciam por "amor". Se eu for obrigado a me unir a uma mulher que eu não gosto, vão dizer que comecei o meu relacionamento também "por amor". Mais delirante que isso, é difícil. Só se isso vier junto com o consumo de drogas bem pesadas.

Se os caras querem ficar com as mulheres que deveriam ser dos outros, para jogá-las em um canto ou praticar adultério (ou até matar, como tem acontecido muito), é direito deles. Só quero que a sociedade pare dessa palhaçada de achar que o romantismo está em alta, que "o amor está no ar". Se o amor está realmente no ar, então poluíram a atmosfera.

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OBS: A foto que aparece na postagem é meramente ilustrativa. O texto não se refere a ela. A intenção foi colocar a imagem de um jogador de vôlei qualquer segurando um troféu. As referências que motivaram a escolha da foto foi o fato dos homens normalmente tratarem suas mulheres como "troféu" e o fato dos jogadores de vôlei ditarem o padrão de beleza masculino aceito atualmente pela ampla maioria feminina.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Fundador da Fluminense FM reconhece que Guns 'n' Roses é ruim

Que sabe, sabe. Quem é entendido e estuda o assunto tem o direito e até a obrigação de criticar quando algo não vai bem em sua especialidade. Muita gente não gosta, mas nunca se pode questionar a opinião de especialistas, já que eles estudaram para isso, vivem a sua especialidade e usam o discernimento para dizer o que pensam.

E eu, um reles mortal, que praticamente sozinho critiquei várias vezes o Guns 'n' Roses, essa banda de metal farofa, ruim de doer, mas que é idolatrada e respeitada por quase todos aqueles que pensam estar ouvindo um autêntico rock quando na verdade sempre foi um desfile de estereótipos, consegui apoio de peso a minha mais do que confirmada tese de que o Guns 'n' Roses não passa de uma estereotipada farofada frouxa e metida, tese que é resultado de muita observação e discernimento.

Domingo passado, Luís Antônio Mello, o responsável por criar a melhor rádio de música de todos os tempos e do mundo, a Fluminense FM, que era situada na cidade onde eu moro, Niterói, escreveu um texto sobre a barangagem no rock. Neste brilhante texto, Mello cita o G'n'R como exemplo de baranganização no rock, falando curto e grosso sobre a bandinha mais idolatrada pelas miniaturas de machistas brasileiros.

O Guns 'n' Roses, como eu disse, é um mero desfile de estereótipos e não passa disso. Só é considerado como rock de verdade por quem não entende de rock de verdade. Só é tido como banda de qualidade por aqueles que tem medo de ir na fonte, de ouvir as verdadeiras bandas, que felizmente são muitas e mesmo com a maioria extinta, deixaram farto material para ser ouvido.

Essa garotada metida a "machona", ouvindo esse roquinho frouxo do canastrão Axl Rose & sua Patota, precisa ler mais, ouvir mais e prestar atenção nos conselhos de um roqueiro de verdade como Luiz Antônio Mello, grande entendedor de rock e que não aceita qualquer bobagem breganeja como o G'n'R, que se traveste de rock somente para cheirar droga, estuprar prostitutas e fazer vandalismo em hotéis.

O Guns 'n' Roses merecia ser esquecido de uma vez por todas. O rock não precisa deles. Não falta banda boa que honre com dignidade o gênero musical consagrado pela saudosa rádio Fluminense FM.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Não façamos mais vítimas de bullying: nem as verdadeiras... e muito menos as falsas

Virou moda hoje em dia todo mundo posar de vítima de bullying. Antes o bullying era ignorado e tratado como se fosse uma brincadeira sadia, gerando a impunidade dos responsáveis pela humilhação. Hoje, é o contrário, pois muitas brincadeirinhas sadias são confundidas como bullying para que pessoas bem sucedidas possam se livrar da inveja posando de "coitadas", usando meras gozações que são tratadas como se fossem humilhações.

O que ninguém sabe é o que realmente bullying. Não tem jeito bullying é sinônimo de humilhação e só deve ser definida como tal se gerar dano. Não adianta dizer que "fulano me chamava de Orelha porque eu tinha orelha de abano" se não houve sofrimento, mesmo com o destaque a característica supostamente reprovável. De regra, a maioria vive tranquilamente com os apelidos supostamente humilhantes, mas que não gera nenhum dano social ou pessoal.

Porque será que ainda insistem em fingir que foram vítimas de bullying? Isso só dificulta a punição para os casos realmente sérios, desviando o foco para os casos falsos relatados por muita gente que tem visibilidade e poder de formar opiniões. Muita gente famosa tem inventado que foi vítima de bullying quando na verdade só recebeu leves apelidos sobre alguns "defeitinhos" que não geraram danos a eles. Talvez se tivesse gerado danos eles não estariam aí na mídia, posando de "coitados".

"Ah, mas eles superaram isso", dirão alguns. Mas do jeito que quase todos alegam ter sido vítimas, é quase impossível aceitar que em todos os casos o bullying foi realmente cruel. Além disso, bullying sempre gera trauma (quando não gera trauma não deve ser encarado como tal - apenas como uma mera gozação) e traumas não são fáceis de se livrar. Só às custas de muita terapia, além de que a vítima possa ter uma vida que possa negar o conceito gerado pelo trauma. Usando o exemplo da orelha de abano, é como se a vida mostrasse, através do sucesso, que a orelha de abano não é um obstáculo à felicidade.

Não vamos levar a sério meras gozações quando elas não são danosas nem traumáticas. É realmente pura brincadeira, uma gozação feita por quem acha que não tem algo melhor a fazer do que ficar rindo dos outros. Com esses casos, tudo bem. 

O que devem ser levados a sério é quando essas gozações são caracterizadas por claras intenções de humilhação, violência e gera traumas, além de arruinar a vida de suas vítimas que não conseguem obter os benefícios da vida social de maneira normal. Sabemos muito bem que o ser humano é um ser social e depende da sociabilização para arrumar emprego e companhia. Por isso mesmo, muita gente, no Brasil, prefere obedecer cegamente as regras sociais do que ter personalidade com ideias, gostos e convicções próprias, com medo de serem socialmente excluídas.

Mas ninguém precisa fingir que sofreu bullying para se suceder bem socialmente. Para estes, basta a batalha relativamente tranquila que eles tomam no dia-a-dia.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

O Brasil ainda não percebeu que já tem a sua música de mercado

Para a maioria das pessoas, não interessa o que se passa nos bastidores de criação das músicas que gosta. O que importa é acreditar na lendária hipótese de que todo criador de música é poeta e cria de acordo com "inspirações divinas", músicas que, por mais medíocres que sejam, possam permanecer pela eternidade. Nem que essa "eternidade" dure apenas poucos meses, já que estas pessoas não conseguem enxergar o futuro, mas apenas o presente.

Esse desinteresse pelos bastidores da música facilita a má compreensão do que é música de verdade e música comercial, que nas palavras do estudioso da comunicação Umberto Eco é conhecida como canção de consumo.

A música de verdade é espontânea e mão segue padrões nem modismos. Mesmo que um criador desse tipo de música ganhe dinheiro com a sua venda, isso é apenas uma consequência e ele não condiciona a sua obra a uma garantia de lucro. Ele cria e grava o que realmente pensa não o que os outros - supostamente - querem.

O cantor/compositor comercial, mercenário, é o contrário. Ganhar dinheiro fazendo música é o seu objetivo. Segue literalmente a orientação de produtores e empresários, observa as "tendências" da moda e abusa de recursos tecnológicos e visuais para seduzir público, criando factoides para se manter em evidência.

A música comercial, ou canção de consumo, ou ainda música de mercado, surgiu provavelmente nos anos 40 e já vem sendo questionada por estudiosos estrangeiros desde então. É integrante da chamada mass culture, uma espécie de "cultura" estereotipada, voltada para o consumo, criada pelas empresas de comunicação e entretenimento para criar produtos supostamente culturais que possam garantir a renda dos envolvidos.

O Brasil já tem a sua música de mercado

O brasileiro é um povo ingênuo, que gosta de ser enganado sem saber que está. Acha que o mercenarismo só existe na política e que no entretenimento, sobretudo no esporte e na música, só existem "santos", "poetas" e "artistas". Gente que supostamente ama o que faz e tem o dom para aquilo quando na verdade deveria estar ganhando dinheiro de outra maneira (que diabos os brasileiros acham que as personalidades "bem sucedidas" só sabem fazer aquilo?).

Mas desde muitos tempos, discretamente tem se construído uma música de mercado para o Brasil. Impressionante, mas os empresários há muito não perceberam que a ingenuidade típica do povo brasileiro poderia facilmente fazer surgir consumidores em potencial da música de mercado.

Desde os anos 70, mesmo havendo tentativas anteriores - enfraquecidas pela cultura de verdade dos anos 60 - a música brasileira tem sofrido um declínio lento, que se acelerou nos anos 90, com o fortalecimento do Capitalismo com a queda do Muro de Berlin e do desenvolvimento tecnológico.

O popularesco, herdeiro da chamada música brega, caracterizada por um monte de ídolos sem vocação que entenderam que a música seria um modo fácil de ganhar dinheiro e sair da miséria financeira onde se encontravam, se fortaleceu justamente nos anos 90, com autênticos cantores de chuveiro e de churrascaria que acabavam se consagrando pela mídia, adquirindo uma espécie de "armadura moral" que os impede de serem criticados, passando a ser confundidos como "gênios da música" por um público sem o hábito de discernir as informações que recebe.

E os empresários de gravadoras, televisões, rádios e também os patrocinadores perceberam que, com a redemocratização do Brasil, precisavam, além de impedir o surgimento de novos subversivos, aproveitar o medo que a população tem - até hoje - das autoridades, que estimula uma passividade sem igual, para impor a "nova cultura", usando cantores e compositores medíocres e totalmente submissos aos meios em que trabalham.

Com a consagração da música de mercado e o enfraquecimento da música de verdade, o Brasil já começa a assimilar algo que já existe há tempos nos EUA, que há mais de 60 anos não possui uma cultura de verdade que seja típica e é totalmente refém da mass culture, produzindo uma música que sirva os interesses financeiros de quem as patrocina, visando chegar a posições privilegiadas nas paradas de sucesso que, embora para muitos sirva de "atestado de qualidade musical", na verdade é o diagnóstico de vendagem e popularidade de uma determinada música ou ídolo.

Os brasileiros agora tem que estar cientes de que a cultura está morrendo e que vemos surgir cada vez mais produtos e cada vez menos artistas. E que estes produtos, tentam, sob o disfarce de "artistas", convencer que a cultura brasileira sob as rédeas desses produtos e de seus tutores (empresários e patrocinadores), garantindo uma durabilidade de meros modismos fracos, ensinando errado a população, tão carente de heróis e de poetas, adotando como tais qualquer mercenário que lhes satisfaça os instintos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Cientistas acham fóssil de criatura estranha

Foram encontrados recentemente no Marrocos, por cientistas americanos, fósseis de uma criatura nunca vista no mundo. Tem o aspecto de um crustáceo e mede cerca de 1 metro, maior que animais similares do mesmo período de quase 500 milhões de anos atrás.

O animal, que recebeu o nome de Anomalocaris, chama a atenção pelos dois membros que saiam de sua boca, cheios de espinhos e que provavelmente serviam para pegar alimentos. Tinham dentes afiados para romper carcaças duras de crustáceos menores que serviam de alimentos. Acredita-se que o corpo segmentado facilitava a sua respiração.

Esse fóssil levou aos cientistas a descoberta de que esse tipo de animal dominou os mares mais cedo do que se pensava.

(Publicado originalmente no Eu Adoro Sossego, em 30/05/2011)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Spielberg: O Michael Jackson do cinema

Quando a arte vai mal, a tendência é colocar o entretenimento no lugar, como se houvesse algo de cerebral numa coisa feita apenas para passar uns minutos de distração. E isso acontece hoje em dia.

Steven Spielberg, o mais comercial de todos os diretores, voltou a moda por causa de um filme sobre Lincoln, excessivamente elogiado. Pode até ser um filme bom, mas como diversão e não como reflexão. Essa não era e nem é a vocação de Spielberg, um mero contador de histórias. Como qualquer pai que conta uma história para os filhos dormirem.

Para quem não sabe - e muitos nem querem saber - Spielberg é o mais típico diretor de blockbuster (filmes feitos para gerar renda). Sem qualquer compromisso artístico, a meta dele é entreter e ganhar dinheiro. Para isso, faz um cinema sem uma proposta definida e seguindo rigorosamente as regras do show business, garantindo assim a alta bilheteria que paga os seus faraônicos gastos particulares. 

Não que Spielberg fosse ruim. Dentro da proposta de diversão pura ele é mestre. Faz cinema de entretenimento como ninguém. Mas se quiser colocá-lo na lista de grandes diretores cerebrais como Glauber Rocha, Manoel de Oliveira, Truffaut, Fellini, Buñuel, Godard  e Costa Gavras, aí se comete um grave engano.

Os dois únicos americanos que podem entrar sem medo na lista de diretores de arte (que prefiro chamar de diretores cerebrais, já que seus filmes eram na verdade bem filosofais, questionadores) são Woody Allen e David Linch. Somente eles, já que o cinema deles foge rigorosamente de qualquer regra imposta pelo showbiz. Spielberg, pelo contrário, é showbiz puro, na mais pura essência.

Comparo Spielberg com Michael Jackson: Spielberg é a versão cinematográfica de Jackson, comercial, sem compromisso artístico, embora bajulado como "mestre da arte" sem ser. Os dois se parecem tanto que chegaram a trabalhar juntos, como mostra a foto do lado. Feitos um para o outro.

Somente a falta de discernimento pode ver intelectualidade em obras feitas exclusivamente para diversão. Spielberg faz o mesmo no cinema o que Jackson na música, ganhou muito dinheiro dando uma noção errada do que significa a palavra "arte" para a população. 

Numa sociedade cada vez menos exigente em matéria de lazer e cultura, ambos representam a genialidade máxima, colocando muitos gênios de verdade no esgoto, abandonados, sufocados pela mercenária avalanche do showbiz, em que coisas cada vez piores surjam para transformar os medíocres do passado em gênios do futuro, sem mover uma só palha de suas obras. Sim, medíocres que se tornam gênios sem mudar as suas capacidades e características.

Não endeuso Spielberg, como faz a maioria. Ele só serve para divertir. Seu cinema existe para isso. Não esperem muitas análises de Lincoln. Preferível correr para a internet ou para uma biblioteca para saber mais a respeito. Spielberg não quer fazer pensar. Quer que todos se entretenham com uma história interessante e nada além disso. E isso não faz de ninguém um gênio, pois qualquer um sabe como divertir os outros. Nas conversas descontraídas entre amigos estamos acostumados a saber disso.

Não é Spielberg que irá compensar os grandes mestres que se foram e os que envelhecem. O cinema dele, por mais que valha a pena, é outro, bem diferente: é o da diversão, como num parque de diversões cinematográfico. Gostaria de ver as pessoas parassem de se referir a Spielberg como se ele fosse cerebral, como se tivesse algo realmente sério a dizer. Não é. 

Spielberg é como Jackson. Pura diversão e mais nada. Ou acham que as dancinhas de Jackson são capazes de fazer com que todos reflitam sobre a vida e resolvam todos os problemas da humanidade?

domingo, 14 de dezembro de 2014


Após "Gangnam", Nasa satiriza outra música para divulgar trabalhos

Ciência sempre foi estigmatizada como algo chato. Portanto, tudo que for feito para torná-lo mais descontraído é válido. E usar uma canção de alta popularidade pode ser uma ajuda e tanto para que os jovens passem a criar interesse pela ciência.

Ontem, havíamos falado do que a Nasa fez com Gangnam Style, música do cometa coreano que atende pelo nome de Psy. No dia que saiu a publicação deste texto, soube que a Nasa repetiu o feito com outra música, All about that bass, um ragamuffin (mistura de reggae com dance music) meio chatinho, gravado por uma linda gordinha fofinha cuja aparência lembra uma mistura de Adele com Kelly Osborne (por coincidência, ela é contratada pela Sony Music, como Adele e o pai de Kelly), chamada Meghan Trainor.

Apesar da canção ser meio chata na original - a da Nasa soa menos chata - o vídeo valeu a pena, embora seja meio estranho ver gente acostumada a ficar séria o tempo todo tentando se descontrair diante de um videoclipe. Mas se é para despertar o interesse dos jovens para o que é feito na famosa instituição de pesquisas espaciais, é válido e nós apoiamos.

Veja o vídeo clicando na foto abaixo.


sábado, 13 de dezembro de 2014

Nasa usa "Gangnam Style" para divulgar atividades de centro de estudos

A NASA resolveu mostrar seu lado descontraído e para mostrar como funciona o Centro Espacial Johnson, colocou sua equipe para fazer uma versão do viral Gangnam Style, do coreano Psy falando sobre ele. Até astronautas reais participaram, fazendo a estranha coreografia criada pelo rapper coreano.

A ficha técnica e a apresentação do vídeo podem ser clicadas aqui (em inglês). O oriental da foto, interno do projeto e integrante da equipe que trabalha na NASA, é que atuou como "cantor" na película.

Gostei. Uma maneira descontraída de falar sobre algo sério.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Brega is not brega

No meu tempo de jovem, ser brega era ridicularizado. E com justiça, já que a "cultura" brega é tradicionalmente tosca, mercenária e burra. Merece mesmo ser tachada de ridícula.

Mas como é um tipo de "cultura" que estimula a estagnação intelectual, a mídia achou que tinha que criar um modo de fazer com que ela tivesse aceitação pela juventude e pelas elites. A solução: o "banho de loja" no visual e nos arranjos.

Colocam-se roupas modernas, consideradas elegantes, da moda em um jeca e constrói toda uma imagem de modernidade ao seu redor, incluindo cenários, posturas, gírias e até tatuagens. 

E não é somente no visual: melhora a articulação verbal, eliminando caipirismos e estimulando a boa pronúncia de palavras. Capricha-se na produção de músicas, com arranjos mais sofisticados (mesmo que toda a breguice esteja intacta, se disfarça com arranjos caprichados), vozes mais afinadas e tudo que para os leigos, possa soar como "melhoria".

Mas o que é realente importante: manter a essência brega, com letras e danças ridículas, defesa de valores decadentes e o apetite de ganhar dinheiro e ostentar riqueza, enganando plateias que iludidas com a origem supostamente miserável de seus ídolos, acreditam serem os mesmos o símbolo máximo da humildade, embora a prática vista nos ignorados bastidores mostre o contrário.

E é o entretenimento puro usando o nome de "arte" e "cultura" para destruir as mesmas através de ídolos fajutos do axé, "sertanejo", "funk", "pagode" brega e similares, "artistas" postiços de proveta que contribuem muito para que a nossa cultura nunca evolua, fazendo com oque ocorra o mesmo com toda a sociedade iludida com estas verdadeiras próteses musicais, disfarçadas de grandes gênios, graças às roupas de grife e os penteadinhos da moda.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Dinossauro com 245 mi de anos pode ser o mais antigo já conhecido

OBS: Conhecer seres muito antigos como esse poderá ajudar a entender a evolução das espécies e tentar entender como as espécies mais recentes possam ter surgido.

Dinossauro com 245 mi de anos pode ser o mais antigo já conhecido

Portal Terra • atualizado em 05 de dezembro de 2012 às 10h25 - Foto: Reuters - Com informações da EFE e Reuters

Pesquisadores descobriram, nos corredores do Museu de História Natural de Londres, aquele que pode ser o mais antigo dinossauro conhecido. O misterioso fóssil está há décadas no acervo do museu, e agora identificou-se que ele provavelmente era um dinossauro que viveu há cerca de 245 milhões de anos - 10 a 15 milhões a mais do que qualquer amostra anteriormente descoberta.

A criatura, chamada Nyasasaurus parringtoni, tinha mais ou menos o tamanho de um cão labrador. Ele deve seu nome ao lago Niassa, na África Oriental, e ao cientista Rex Parrington, da Universidade de Cambridge, que recolheu o fóssil próximo ao lago, na década de 1930.

"Foi o caso de olhar para o material com um par de olhos frescos", disse à Reuters Paul Barrett, do Museu de História Natural, que participou do estudo. "Isso fecha uma lacuna nos registros fósseis e faz recuar a existência dos dinossauros."

"Se o recém-batizado Nyasasaurus parringtoni não é o dinossauro mais antigo, então é seu parente mais próximo descoberto até agora", assinala o biólogo Sterling Nesbitt, da Universidade de Washington e autor principal do estudo, publicado na Biology Letters.

Um estudo anterior desse fóssil, na década de 1950, havia sido inconclusivo, segundo Barrett. "Era um mistério sobre o que era... Virou esse animal mítico." Duas características no fóssil de Londres, junto com uma amostra semelhante localizada posteriormente no Museu Sul-Africano Iziko, na Cidade do Cabo, trazem fortes indícios de que o animal era um dinossauro.

Os tecidos ósseos do antebraço mostram marcas de crescimento rápido, comum em dinossauros, e também apresenta a chamada crista deltopeitoral alongada, que ancorava os músculos do antebraço, algo exclusivo dos dinossauros.

"Embora só conheçamos o Nyasasaurus de fragmentos fósseis, a anatomia do osso do antebraço e dos quadris tem características que são únicas para os dinossauros, o que nos deixa confiantes de que estamos lidando com um animal muito próximo da origem dos dinossauros", disse Barrett.

Os pesquisadores acreditam que o Nyasasaurus provavelmente andava ereto, com 1 metro de altura até o quadril, 2 a 3 metros da cabeça à cauda, e 20 a 60 quilos de peso. Ele viveu numa época em que os continentes estavam unidos em uma vasta massa de terra chamada Pangeia. A área da Tanzânia onde os fósseis foram achados ficava no sul da Pangeia, o que incluía as futuras África, América do Sul, Antártida e Austrália.

Eis que Hailee Steinfeld se torna definitivamente uma mulher...

Estamos em um dia feliz! Uma das mulheres mais lindas do mundo e a mais charmosa da atualidade, Hailee Steinfeld, por quem tenho uma certa paixão, chega finalmente aos 18 anos, liberada totalmente para soltar a sua sensualidade natural.

Hailee não é uma mulher como as outras. Sua sensualidade é natural, sofisticada e peculiar. Dona da voz mais sexy da atualidade, fala transmitindo decisão e maturidade. Seu corpo curvilíneo guarda um equilíbrio de medidas que não é fácil encontrar na maior parte das mulheres.

Sedutora com um jeito peculiar que nenhuma musa tem, Hailee se destaca entre todas as musas e coleciona admiradores de todas as idades e de todas as partes do mundo. Não há como ignorar a beleza de Steinfeld quando ela aparece.

Hoje, celebramos a beleza, a formosura daquela que pode ser um dos maiores exemplos de perfeição feminina. A materialização de uma verdadeira deusa mitológica. Uma mulher que conquista pela sua naturalidade, com traços que sugerem a delicadeza e a harmonia.

Celebremos os 18 anos da ninfa Hailee Steinfeld! Talvez sói em outro milênio poderemos ter chance de conhecer outra deusa tão perfeita quanto a Julieta que saiu das belas páginas de Shakespeare.

Parabéns Hailee. Agora sim, você é uma mulher. Como nenhuma outra.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Hoje é o aniversário da pioneira da programação de computador

OBS:Quem usa o computador e mais ainda quem cria os programas que o fazem funcionar, está em festa hoje. Ada Lovelace, filha do famoso escritor Lord Byron, e que é considerada a pioneira da criação de programas para o funcionamento de máquinas, faz  aniversário hoje, pios seu nascimento se deu há exatos 199 anos.

Lovelace se une a Madame Curie e muitas outras, na lista de mulheres que foram pioneiras em várias contribuições para a Ciência, motivo de orgulho para não-machistas como eu. A informática é grata a sua pessoa por essa grande colaboração em provar que máquinas são capazes de obedecer textos escritos em certa sequência, o que me permite fazer o que estou fazendo neste exato momento, publicando para este blogue. Somos todos gratos a ela.

Ada Lovelace, a primeira programadora da História

Enviado por Vanessa Fogaça Prateano - curta a página do blog no Facebook: http://www.facebook.com/BlogMulherio- Extraído de Gazeta do Povo - 10/10/2012

Quem ainda afirma (não sei se isso é possível em pleno 2012) que uma mulher não é capaz de se destacar e fazer carreira nas ciências exatas e tecnológicas deveria dar uma boa busca no Google e procurar saber quem foi Ada de Lovelace, a mulher homenageada de hoje aqui no blog.

Hoje comemora-se o dia dela, o Ada Lovelace Day, um tributo a esta inglesa nascida Ada Augusta Byron, uma mulher culta e de personalidade, filha do grande poeta inglês Lord Byron, reconhecida como a primeira programadora do mundo – não a primeira mulher, apenas, mas também a pessoa responsável pelo primeiro programa de algoritmos computacional da história da Ciência.

Tudo começou quando ela, aos 17 anos, conheceu Charles Babbage, um matemático que estava a desenvolver uma máquina analítica de cálculo geral. Ada passou a se corresponder com Babbage e a estudar seu projeto, e em 1843, programou a linguagem que permitiu dar início à grande revolução dos computadores, da qual tanto nos beneficiamos hoje.

Em sua homenagem, em 1980 os EUA batizaram uma linguagem de programação com seu nome, e em 2009, a jornalista Suw Charman-Anderson criou o Ada Lovelace Day, uma homenagem e também um protesto pelo fato de que havia poucas mulheres se destacando na área – em conferências promovidas pelas empresas do ramo, ela percebia que não havia palestrantes mulheres, embora ela conhecesse várias.

Ada, que foi chamada por Babbage de a “encantadora de números”, faria 197 anos este ano. Após tanto tempo, ainda é difícil para as mulheres seguir seu caminho. De fato, ainda são poucas as mulheres na área.

O motivo nada tem a ver com incapacidade, e sim com a falta de estímulo: dos pais, por exemplo, que acham que as filhas só possuem vocação para áreas das humanas e saúde. Que pouco estimulam suas filhas nas tarefas de matemática, não se interessam por pagar cursos na área e insistem para que a filha desista de uma profissão “masculina”. Ou das empresas, como citou a jornalista Suw.

Também é de responsabilidade das universidades esta lacuna. Há poucos programas que tenham como política institucional incentivar as universitárias a pesquisar na área, e o preconceito ainda grassa neste espaço – quem não se lembra do ex-reitor de Harvard, Lawrence Summers, que afirmou, que havia diferenças inatas entre os sexos que impediam a mulher de se dar bem nas exatas?

O lado bom desta história é que Ada foi reconhecida, e provou há mais de 100 anos que o preconceito não possui base científica. É fruto da forma como somos ensinados – uma educação que precisa mudar. Vale lembrar que, ao contrário de Ada, outras mulheres cientistas nunca foram reconhecidas, e isso ajudou a disseminar a ideia de que não somos preparadas para os números.

Descobertas fundamentais foram realizadas pelas mulheres. A cientista Lisa Meitner foi a real autora de cálculos que permitiram a descoberta da fusão nuclear, mas o homem que ganhou o Nobel pelo feito em 1944 jamais a mencionou.

Fato semelhante ocorreu com Rosalin Franklin, autora da fotografia que permitiu revelar a estrutura da dupla hélice do DNA, e de Nettie Stevens, que descobriu em 1905 os cromossomos X e Y, que determinam o sexo das pessoas. Jamais foram citadas como suas co-autoras na época em que os feitos foram alardeados. Até mesmo a primeira mulher de Albert Einstein, Mileva Maric, somente agora começa a ser reconhecida por seu papel nas descobertas do marido. Isso, só para ficar em alguns exemplos.

Que este dia sirva de inspiração para as mulheres e também como um recado para empresas, universidades e demais pessoas de que abraçar a bandeira do determinismo biológico, além de um preconceito – e um verdadeiro crime --, presta um grande desserviço à sociedade ao desperdiçar talentos.

Para finalizar, acho que faz muito sentido um poema escrito pelo pai de Ada, Lord Byron:

"Aqueles que se recusam a serem chamados à razão, são intolerantes;
Aqueles que não conseguem, são tolos;
E aqueles que não se atrevem, são escravos"

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Homens se casam só para sacanear os nerds

Para os machistas, a vida de casado não combina com a mentalidade e o estilo de vida deles. Porque diacho os babacas continuam se casando com as melhores mulheres se no cotidiano eles costumam traí-las com outras mulheres e com futebol, deixando-as em uma prateleira pegando poeira, feito troféus?

Para quê esses picaretas precisam de troféu? Eles fizeram alguma atitude honrosa? Pelo que sei gritar feito trogloditas pré-históricos durante jogos de futebol nada traz de honra para esses imbecis. Então porque se casam?

Simples: para sacanear a nós, os nerds. Porque os infelizes vão justamente naquelas mulheres que desejamos, que nos apaixonamos e que inspira romantismo e fidelidade. Os pilantras se casam justamente com mulheres que não combinam com o jeito truculento deles. Ah, mas aí vão dizer que as mulheres de trogloditas tem que ser meigas e femininas para criar um equilíbrio. Equilíbrio? O que resulta disso é briga, discussão e divórcio!

Tola é a mulher que escolhe um machista para se casar. Mas geralmente elas fazem isso por interesse, baseadas no decadente critério do protetor/provedor. Crêem que quanto mais rude ou rico for o homem, melhor marido será, tese que foi reprovada durante séculos, mas ainda serve de critério para a escolha de namorados/noivos/maridos.

E isso acontece não são só com os trogloditas tradicionais. Homens em cargos de liderança (empresários, executivos, diretores de tudo quanto é tipo e profissionais de status) também não deixam de ser "trogloditas polidos" pois a sua sisudez é na verdade uma forma macia de truculência. Mas dá no mesmo. Se não traem as esposas com futebol e gandaia, traem com "importantes" reuniões de negócio. para eles salvar a empresa é mais importante que salvar o casamento. Pior, mais importante que salvar a própria vida.

Portanto, eu peço para a maioria dos homens: NÃO CASEM! Trepem, transem, comam, pratiquem o coito, façam sexo, fodam-se, mas não casem. Não transformem as mulheres em suas propriedades privadas. Deixem-as para quem realmente as quer e tem condições de manter um relacionamento fiel, duradouro, romântico e respeitoso.

Porque quem não respeita a si mesmo, não respeita as mulheres. E merece ficar encalhado. Ao menos que prefira cheirar sovaco de outros machos, seja no futebol, seja nas reuniões de negócio.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Não tem "tu", vai tu mesmo...

Um site de música chegou a conclusão de que o Linkin Park pode ter sido a banda mais influente da década passada (2000-2009). Só que para afirmar isso usou como justificativa a sempre subjetiva vendagem de discos, junto com a igualmente subjetiva presença nas paradas de sucesso. Isso é influência?

De qualquer forma, mesmo que o tal Linkin Park seja realmente considerada uma banda influente, isso sinaliza que estamos de mal a pior na música.O Linkin Park é de fato, uma banda mercenária, sem criatividade, com sonzinho medíocre, vocalista com voz igual a qualquer integrante de boy-band (prestem atenção para confirmarem que é verdade), letrinhas chinfrins e acomodadas e ausência de atitude, substituída pela pose de falsos depressivos e de rebeldes sem causa (coisa cada vez mais evidente nas bandas e cantores de muitos anos pra cá, seja de qualquer gênero musical). A razão de ser dessa banda é o fato de ter sido formada apenas para justificar a presença do rock nas paradas de sucesso. Lembrando que o rock é um gênero cada vez mais impopular.

O auge do rock se deu com certeza, entre a segunda metade dos anos 60 e a primeira metade dos anos 70. Nas outra épocas até havia bandas geniais, mas a hegemonia da genialidade se deu no período aqui citado. Desde então, a qualidade musical só está piorando, graças a vontade de transformar a carreira musical em fonte de renda e da falta de referenciais sérios para tomar como influência, já que um artista não comercial, quando se influência por outro comercial, só prejudica a criação.

Se o Linkin Park ganhou esse título, mostra o baixo nível de exigência dos jovens de hoje, dispostos a consumir apenas qualquer coisa que rádios e TVs "vomitam" em seus rostos.

Estamos precisando de bandas melhores. Não dava para surgir uma banda nova disposta realmente a retomar os bons tempos de criação roqueira? Não fazemos mais roqueiros como antigamente...

Faltando homem? Só se for para essa louca desafinada!

Estava na filial de Icaraí das Lojas Americanas, quando no áudio da loja rolava uma música horrível de forró-brega com uma irritante voz feminina desafinada que bradava "Está faltando homem, está faltando homem", cuja letra pedia que aparecesse um homem que se comportaria feito um cavalheiro. Incomodado com o som, deixei imediatamente a filial.

Aí me pus a pensar. Será que está faltando homem ou está faltando homem para mulheres chatas e bregas como a cantora da tal musica irritante? Se ela quisesse realmente um gentleman teria que ela mesma mudar seu comportamento e sua personalidade. Pra começar abandonando a música brega.

Os fatos mostram que ultimamente, sempre há homem para mulheres que não são vulgares. As que ficam sozinhas sem opção é porque na verdade escondem (ou até mostram) algum defeito sério que acaba espantando algum homem disposto a um relacionamento decente.

Se bem que vejo mais homens na rua, além de quase todas as mulheres que valem a pena estarem comprometidas. Realmente deve estar faltando homem para esta doida que berra neste forró-brega idiota.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Nos EUA, Hip-hop é do povão!


O hip-hop atual americano é visto pelos brasileiros como vanguarda e como se tivesse algo realmente interessante a dizer. Mas fatos mostram o contrário.

Antes de falar sobre isso, é bom lembrar que o hip-hop atual nada tem a ver com o cenário conscientizado que gerou nomes como Kurtis BlowGrandmasterflashPublic Enemy e os judeus budistas do Beastie Boys. Além do bom rap alegre de Will SmithFat BoysNaughty by Nature e De La Soul (que participaram de uma faixa dos Gorillaz, projeto fictício de Damon Albarn, do Blur). Esta fase do hip-hop oitentista é bastante apreciada por mim, do contrário do hip-hop atual, abominado por mim.

O hip-hop atual americano, surgido na metade dos anos 90, conhecido também como gangsta rap, já que vários intérpretes são oriundos de gangues de delinquentes, que se arrependeram do crime e foram fazer musica, manda no hit-parade americano. 

A sua hegemonia obrigou uma adesão maior de nomes de outros gêneros, para poder garantir a popularidade e se manter na mídia. Mesmo nomes que faziam charme como Alicia Keys, aderiram ao estilo devido às amizades e ao sucesso. Até latinos aderiram. Shakira, Enrique Iglesias, Rick Martin, Nelly Furtado (português também é latino, para os ianques) e Christina Aguilera, não cansam de cantar e dançar como os gangstas. Até uma versão roqueira do gênero apareceu, como o nu-metal (Korn, Limp Biskit, Linkin Park e quejandos).

Agora o gênero ganha a adesão de Katy Perry e da ninfeta Miley Cyrus, a eterna Hannah Montana. Até mesmo a cantora folk Taylor Swift e as inglesas Lana Del Rey e Ellie Goulding, que ainda fazem música de qualidade, já recorrem a compulsória participação de rappers  e dançarinos de hip-hop para tentar alcançar maior popularidade.

Além disso tudo, o hip-hop atual é chato, sem melodia, com raps lentos e modorrentos que só falam dos mesmos assuntos, dando a certeza de quem se envolve com o gênero, além de não ter vocação musical, está nessa mesmo é para faturar uns bons trocados, fato que é provado pela ostentação da riqueza que os integrantes desse gênero não cansam de fazer, após enganar milhões de pessoas com seu papo pseudo-engajado.

O gênero é muito hegemônico nos EUA e quem não adere não faz grande sucesso. Pois é bem popular, é povão. É um ritmo retaguarda, que está numa silenciosa decadência nos EUA, onde não é visto como arte e sim como pura diversão.

Mas tenho saudades do antigo hip-hop, que não lança novos nomes há muitos anos. Pelo menos os últimos dos moicanos, os Beastie Boys, mesmo com a morte de um integrante, Adam Yauch, ainda representam o bom hip hop na música atual.


Dizem que sempre existe um chinelo velho para um pé doente

O problema está no chinelo velho...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

As versões modernas do Show de Calouros

O aparato modernoso de programas como The Voice, X-Factor, American Idol e similares, somado ao contrato com uma gravadora após o encerramento dos mesmos, dão a impressão aos leigos musicais de que se tratam de espécie de "festivais" para renovar a música. Errado. Erradíssimo.

Na verdade, esses programas não passam de versões modernosas dos velhos programas de calouro. Como a cafonice marcou muito esse tipo de programas, convencionou a dar outro rótulo à versão atualizada deles, como "reality shows musicais". Mas na prática mesmo são os velhos programas de calouros, sem tirar nem por.

O objetivo desses programas não é renovar a música, no âmbito cultural, mas sim no âmbito comercial. Os critérios usados são impostos por gerentes de gravadoras, que tratam a produção musical como se fosse uma abóbora a ser vendida em uma quitanda. Esse pensamento domina o show-business há mais de 60 anos e ainda se mostra forte nos dias de hoje, colaborando para a decadência musical. 

Como artistas ruins veem na carreira musical uma espécie de emprego, meio de renda, se tirarmos o dinheiro da carreira musical e extinguirmos os empregos ligados à música, talvez as coisas possam melhorar. Se bem que a música comercial há muitas décadas ensinou musica errado a multidões que, se alguém resolver virar cantor, ele usará como parâmetro a música comercial, pois é o que chega até ele.

Nada contra esses novos programas de calouros. São até divertidos. Há jurados cômicos em vários, que são um show a parte ("vai levar dez paus") e se não levar a sério as músicas, dá para curtir. Os piegas que adoram dramas alheios, amam esse tipo de programa, muito mais preocupados em torcer pelo êxito pessoal de cada calouro do que pela renovação musical do show business brasileiro.

De qualquer forma, vejo nesses programas uma renovação dos velhos programas de calouros. A maioria dos que saem de lá são hitmakers, seguidores das regras do mercado, interessados em ganhar dinheiro cantando e cumprir a finalidade de preencher as paradas de sucesso.

Em tempos de música sem qualidade, Vocês não esperam que a boa música saia de programas como esses daí, não é?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Cada um enxerga como quer: Homem a procura de namorada em lugar público

Um homem solitário decide arrumar um jeito de desencalhar. Ele fica em um lugar público, sentado, com uma placa onde se lê:



Mas, numa sociedade excludente em que vivemos, que trata isso como coisa de perdedor (gente "normal" não arruma namorada dessa maneira), todos leem a placa assim:

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Youtube das antigas

Isso daí é mais ou menos como seria o anúncio do YouTube em 1969. Lembrando que existia computador na época, com o surgimento inclusive da internet no mesmo ano.

Só que os aparelhos de computador tinham uma tela preta com letras verdinhas. Com uma tela assim, o YouTube seria sem graça, não acham?

Segue o primeiro vídeo colocado quando o YouTube foi inaugurado, em 2005:

 


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O Tdah E As Falsas Amizades

OBS: Eu passei por isto. Sei na minha pele como é difícil para alguém com TDAH fazer amizades, mantê-las e confiar nelas. Quem tem dificuldade de atenção é frequentemente enganado e isso pode render inimizades. É um desafio para alguém com TDAH ter uma vida social. Um desafio muitas vezes hercúleo, que exige um esforço colossal que mesmo assim, não garante o sucesso na socialização.

O Tdah E As Falsas Amizades

Postado por Mary Cely = Célia Macedo Blog Crianças Felizes Demais

É impressionante a quantidade de emails e comentários que recebo de adolescentes reclamando do isolamento, do retraimento e da dificuldade de fazer e manter as amizades, e mais ainda, conseguir namoradas ou namorados.

Mais do que na idade adulta, ser aceito pelo grupo é fundamental para os adolescentes. E a adolescência é um período muito cruel na vida de todos nós. É comum que o grupo realce as piores características de seus membros; seja a orelha de abano, o andar engraçado, a gagueira, ou o TDAH.

No nosso caso, o complexo de inferioridade torna essas gozações mais doloridas e humilhantes
Os portadores de TDAH reclamam que e os 'amigos' dão cortes e ridicularizam a dificuldade que muitos tem de manter o foco numa conversação.

É claro que cada caso é um caso, mas até hoje me perco nas conversas quando existem mais pessoas ao meu redor. Capto facilmente as conversas paralelas e se elas estão mais interessantes do que a conversa do meu interlocutor, embarco no papo do vizinho e, muitas vezes, deixo meu interlocutor falando sozinho.

O que fazer é a pergunta mais frequentemente feita no blog.

Avalie a real gravidade da situação, é realmente uma situação de agressividade e humilhação ou você está apenas criando tempestade em copo 'água?

Se a conclusão que você chegou é que o comportamento de seus amigos é real e agressivo troque seus amigos. Ninguém deve se submeter ao ridículo em troca de atenção, e falsa atenção, diga-se de passagem. Quem gosta não humilha, não ridiculariza.

Se seus 'amigos' te humilham, substitua-os por outros. Frequente novos ambientes, conheça novas pessoas, certamente você irá encontrar pessoas que gostem de você de verdade, que enxerguem tudo o que você tem de bom e não apenas sua dificuldade de se expressar ou de manter um foco permanente em uma conversa.

Não permita que o sentimento de inferioridade tão comum em nosso comportamento de TDAH o transforme em um ermitão, um sujeito entristecido enfurnado em casa por medo da reação das pessoas.

Você sabe que o TDAH nos deixa com esse sentimento de inferioridade, com essa sensação de que fazemos tudo errado e estamos sendo julgados- e reprovados - por todas as pessoas com quem interagimos.

Se você sabe disso, você pode reagir, você deve reagir. Não se afunde no medo, levante a cabeça e afaste - se daquelas pessoas que nao lhe fazem bem. Mude de ares, mude de vida, mude de amigos. Você é o dono de sua vida, de suas atitudes e decisões e cabe a você decidir se vai aceitar esse estado de coisas ou conviver com quem merece sua companhia. Pare de aceitar qualquer coisa, tome as rédeas de sua vida e dirija-a ao infinito e além.

Ps.: pra coisa não ficar muito ruim pra você, mantenha seus olhos fixos em seu interlocutor, tente aparentar interesse pelo que ele fala, mesmo que seu pensamento esteja longe. Se sua mente escapar muito peça desculpas e retome o fio da meada, se você tem intimidade com a pessoa, compartilhe com ela sua viagem mental, pode ser até divertido.

Agora, se você fizer o tratamento corretamente, um dia essas estratégias podem fazer parte de suas memórias e você ainda vai rir muito delas.

http://www.dihitt.com.br/barra/o-tdah-e-as-falsas-amizades

Matrixiano, mangina, o que é isso?

OBS: Este texto interessante explica melhor sobre quem são os manginas, esse tipo de homem submisso (mesmo sem saber) que faz de tudo para agradar as mulheres, não se importando em ser explorado e que acha que é missão dos homens fazerem de tudo para agradar as mulheres, por mais absurdo que seja.

Ele aproveita também para explicar o que é matrixiano, que na verdade entendo como sinônimo de iludido.

Matrixiano, mangina, o que é isso?

Por Lobo Sagrado, em Antifeminismo

Estes termos foram inventados por não sei quem e existem desde que conheço a OLODM. Muitas vezes usados como sinônimos e com as mais variadas interpretações. Como não existe um verbete oficial, cada qual define ao seu modo.

Matrix

Em alusão ao filme Matrix, criou-se o termo matrixiano. No filme, o personagem principal descobre que vive num mundo de mentira, virtual, onde as mentes humanas são dominadas pelas máquinas. Ele, então, tem a chance de se libertar e conhecer a Verdade ou voltar para a sua vidinha pacata de fantasia. A “matrix” a qual se referem os membros destas comunidades é a ilusão do amor romântico. Matrixiano é o cara que ta apaixonado e não consegue enxergar os defeitos da mulher, caindo em desgraça por não usar a razão quando se precisa.

Na verdade, cada um define matrix e matrixiano da sua forma. Alguns mais radicais, acham que o simples fato de ter uma namorada já é sinal de matrixianismo; outros, relevam o fato de se ter uma namorada, contanto que não tenha sentimentos por ela. Alguns poucos, conhecidos como “moderados” (grupo no qual ME incluíram), não vêem problemas em se ter uma namorada (sendo esta uma moça “exceção”, educada, fiel, recatada e voltada ao seu namorado), gostar dela e trata-la com respeito. O matrixiano, então, seria o sujeito passional (feito uma adolescente de 14 anos, fã do Justin Biba), que não escolha as mulheres racionalmente, se envolvendo com mulheres que lhes trazem prejuízos (financeiros, morais e psicológicos). O matrixiano é o cara que anula seu caráter, que despreza sua masculinidade (na maioria das vezes) para conquistar uma mulher. Ela abre mão do seu orgulho por migalhas de atenção da mulher pretendida, vista por ele como deusa num altar.

Mangina

Esta palavra é uma junção das palavras man = homem + vagina, uma alusão ao homem que age como um ser castrado. Esta castração é subjetiva, psicológica e moral. É o homem que abre mão de sua masculinidade, que tem vergonha de ser macho e apóia incondicionalmente as mulheres, apenas por serem mulheres. Eu apóio as mulheres quando estão certas, mas também sou cruel em meus julgamentos quando vejo coisas que considero erradas. O mangina sempre dará razão para uma mulher, seja pelo fato dele querer “fazer média” ou porque simplesmente não consegue pensar feito homem, se identificando mais com a cabeça feminina. Se um ser de pênis pensa como se tivesse uma vagina, então não há definição melhor do que chamá-lo de mangina (ou homem-vagina).

Nem todos matrixiano é mangina, mas quase todo mangina é matrixiano. O matrixiano, na verdade, muitas vezes vem de uma criação tradicional e machista, aprendendo com as mulheres da família o que uma mulher admira num homem de verdade. Baseado nestes ensinamentos, ele acaba acreditando que as moças de hoje são como as donzelas dos romances da época do Império. O matrixiano sofre muito por idealizar a mulher (coisa bem MACHISTA, por sinal) e quando vê que ela não existe, se revolta com tudo e fica choramingando em comunidades que mulher nenhuma presta. O problema é que este ser não conseguiu enxergar a mulher-fêmea, a verdadeira, acreditando que as mulheres fossem como os anjos e as fadas.
O mangina é muito pior do que o matrixiano. Enquanto o primeiro é mais prejudicial para si próprio do que os outros (exceto quando não consegue superar suas frustrações e sua revolta vira misoginia...), o margina é altamente destrutivo e prejudicial aos homens de bem e à sociedade em geral.

O maior exemplo de manginismo é o homem feminista. É aquele que abre mão do seu orgulho, da sua masculinidade e até mesmo da sua integridade para apoiar uma causa em que nada lhe ajudará. Apóia o aborto, mesmo sabendo que um dia poderá ter seu filho assassinado sem nada poder fazer. Critica os homens que não perdoam chifres, dando espaço para que uma lhe bote chifres um dia. Fica revoltadinho quando vê uma mulher adúltera (e REINCIDENTE) sendo expulsa de casa como uma cadela que é. 

Mesmo sendo sacaneado pelo Estado, tendo de trabalhar mais, viver menos, tendo como chefe uma mulher e dividindo tarefas domésticas com a “companheira”, ele ainda cria comunidade para pedir o fim da dupla jornada e pelos baixos salários das mulheres. Mesmo sendo obrigado a prestar serviço militar e a cortar o cabelo para arrumar emprego, ele luta pelo fim da discriminação da mulher no mercado de trabalho. É aquele que entra nas comunidades feministas e se contenta em ter sua participação limitada apenas por ser HOMEM. Fora os que escrevem livros feministas e soltam pérolas como “a mulher é o negro do mundo”.

Existem manginas que não são, necessariamente, homens feministas. Esses psicólogos e ginecologistas são grandes manginas. Diplomados, porém otários. Usam comentários do tipo “machista” para exaltar a mulher, denegrindo o homem. É o tipo de comentário machista que as feministas aplaudem, pois reduz o homem ao máximo. Coisas do tipo: “A mulher é superior porque dá a vida, porque ama seus filhos incondicionalmente. O homem, pelo contrário, faz guerras e leva a morte.”

* APLAUSOS – homens, mulheres e crianças.

Como não sentir ódio de homens que denigrem seu próprio grupo, dizendo coisas tão absurdas e caluniosas? Assim como fazem os políticos, sua intenção é ganhar o respeito do público feminino (fortemente influenciado pelo feminismo), se rebaixando como um cachorro, como se ele próprio não fosse homem ou tivesse nojo de sua condição. Por isso mesmo, um mangina, um sujeito que se castra para ganhar respeito da sociedade dominada pelo feminazismo.

Tem um outro tipo nojento e odiável de homem que pode ser uma mistura do matrixiano e do mangina ou, melhor, um mangina matrixiano: é aquele fortão que compra briga alheia sempre para defender a mulher, seja ela certa ou errada.

Defender uma jovem frágil e inocente é algo que todo homem justo deveria fazer; pelo menos é isso que diz o Manual do Cavalheiro. Nos dias de hoje, muitas brigas envolvendo mulheres são causadas pelas próprias. Com o avanço do feminismo e o recuo dos homens, muitas mulheres se tornaram autoritárias e atrevidas, arrumando confusão, pois sabem que têm o Estado para protegê-las.

Quantos não são os casos de um cara estar discutindo com sua namorada numa festa, aí a garota surta e começa a agredi-lo. Se ele ficar quieto e se deixar bater, os demais irão apenas olhar e dar boas risadas. Mas o homem honrado, que tem vergonha na cara, vai ao menos segurar os braços da garota e força-la a se acalmar. É aí que ela começa a berrar feito uma criança mimada, chamando a atenção dos demais. É quando entra a figura do valentão bombado e manda o cara soltar a moça. Mesmo que o rapaz tente contra-argumentar , o grandão fala pra ele parar e ameaça espancá-lo. O rapaz, vendo que está sozinho, encurralado e diante de caras bem maiores, é obrigado a ficar quieto. A namorada dá um sorrizinho triunfante e finge estar com dó do namorado, pedindo para que não batam no namoradinho dela, como se tivesse fazendo uma boa ação.

Já ouvi casos de bombados que foram comprar briga de casal. Para azar do sujeito, o baixinho nervoso que tava dando um “corretivo” na mulher vagabunda, era um marginal que só andava armado. Tamanho não é documento quando se tem uma arma carregada na cintura. Os amigos ficam chorando, dizendo que o cara era legal. Não, o cara não era legal. Era um mangina fdp, defensor de mulher vadia. Foi tentar fazer média, comprou briga com o cara errado e agora ta vendo minhoca cavando túnel no subsolo.

O maior exemplo de manginismo deste país é o nosso Presidente Mulla; e a Dilma será eleita por eleitores manginas que pensam “Agora é vez de termos uma mulher mandando na gente.”

A maioria destes homens mal para pra pensar no que estão fazendo e nas besteiras que proferem. Apenas repete, feito papagaios frases ditas por algum homem feminista-mangina-mor na tv. Homens casados, pais de família, que se consideram machos, agindo como otários. Quando um homem os alerta sobre suas atitudes, este ainda é ridicularizado e tem de ficar ouvindo coisas do tipo “Vem cá, cê num gosta de mulher, não?”, “Deixa as mulheres conquistarem o espaço delas. Elas já foram oprimidas por tanto tempo que agora é a vez das mulheres estarem no poder. Você é muito inseguro.”, “Você não tem mãe?” e mais dúzia de frases desconexas.

A maioria dos matrixianos e manginas são apenas homens burros ou ignorantes ou os dois junto. Poucos são aqueles que tem a capacidade de refletir e ter a idéia do que resultará suas escolhas e atitudes. Por isso é que devemos nos empenhar para salvarmos todos os homens que pudermos, pois da salvação deles resultará a nossa.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Rede social é uma ilusão

Com a presença da internet em nosso cotidiano, surge com ela o que se chama de redes sociais. As redes sociais são sites (como o Orkut, o Facebook, etc.) que, por meio de contas protegidas por senha, o usuário entra em contato com pessoas para manter a comunicação mesmo nos momentos em que não estão presentes no mesmo lugar. Foi para compensar distâncias que as redes sociais foram criadas, além de servir para oportunidade para conhecer novos contatos.

Mas o que está acontecendo é que a função das redes sociais está sendo superestimada. Em muitos casos está substituindo o contato presencial. E para piorar se torna também uma ilusão para pessoas com dificuldades de sociabilização, seja por timidez, ou por não concordar com os hábitos e gostos da maioria em determinados aspectos. Para estas, as redes sociais se tornam uma falsa compensação para a vida social que não possuem na realidade.

"Amigo" não é amigo, é seguidor

Uma das ilusões das redes sociais é a denominação da lista de seguidores usando a palavra "amigos". Sinceramente, não dá para chamar de amigo um cara que está na sua lista e que você não tem a oportunidade sequer de um pequeno papo, descartando toda e qualquer forma de afeto que caracterizaria uma verdadeira amizade. Proponho a mudança do nome desta lista para "seguidores". nem a palavra "contatos" serve, já que muitos não escrevem bulhufas. Nem mesmo para descer o cacete no dono da lista.

A televisão ainda é a grande "professora" da sociedade brasileira

Nos meus 7 anos de participação em redes sociais, tive muito mais decepções do que boas impressões. As redes sociais mostraram um Brasil bastante atrasado em matéria de mentalidade humana, mostrando que a evolução tecnológica pode estar criando uma estagnação na evolução intelectual e moral da sociedade. Não são todos, mas uma gigantesca maioria dos freqüentadores das redes sociais são pessoas de senso moral atrofiado, de verdadeiros ignorantes, pessoas sem referencias culturais (e que por isso acabam entendendo tudo errado, e pasmem: com os aplausos da grande mídia) e de pessoas que defendem valores ou retrógrados, ou que prejudiquem alguém ou algum grupo.

Noto que a internet, para os brasileiro, ainda não serviu para mostrar-lhes novas ideias e novos modos de pensar, se divertir e interagir com outras pessoas. A internet só está servindo , e isso é evidente nas redes sociais, para que as pessoas mostrem, como se fosse um troféu, os valores que aprenderam em outros meios de comunicação, sobretudo a televisão que, embora todos neguem, ainda é o meio mais influente para a sociedade brasileira. Prova disso é que ninguém - exceto eu - abre mão de ter a sua "máquina de fabricar doido" no meio da sala de estar, chegando a passar fome para comprar uma.

E esse desperdício das redes sociais é mais uma prova de que as mesmas não passam de uma ilusão, de uma nova forma de brincar que só serve para passar alguns momentos, na infeliz iniciativa de querer ser melhor que o outro, mesmo provando ao contrário, através da defesa de coisas que não ajudam em nada a evoluir nem a mente nem o coração.

As redes sociais se tornaram as pátrias dos robôs, sem cérebro, sem coração e que só começam a funcionar acionado por algum dispositivo que lhes diga o que deve ser feito - no caso a televisão. 

Para piorar, temos o óbvio fato de que as redes sociais nunca substituem nem substituirão o necessário e até instintivo contato humano, algo que nenhuma tecnologia conseguirá compensar.

Porque o legal é o convívio pessoal. Legal é saber que o Brasil é um país imenso, diversificado e que impor a mesmice de ideias, além não respeitar quem pensa diferente da maioria é um grande erro que nossa sociedade ainda não aprendeu a extirpar e algo que não combina em nada com a nossa vocação para a diversidade. Milhões de robôs pensando em uma só coisa (como acontece, por exemplo, no futebol durante as copas), não é algo tipicamente humano.

A má utilização das redes sociais é uma prova de que as mesmas estão sendo inúteis no seu papel de virtual parquinho de diversões da garotada que insiste em não amadurecer.