segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Popularesco quer se promover à custa de rótulos sem sentido

Vocês já devem ter ouvido falar em "Sertanejo Universitário", "Brega de Raiz", "Pagode de Protesto", "Axé disso", "Funk daquilo", etc.. Aí falam mil maravilhas sobre essas variações e quando você ouve o som é a mesma merda, sem nenhuma mudança. A mesma tosqueira e precariedade existente sem o rótulo pomposo continua permanecendo.

Me parece que esses rótulos forma criados para que os trouxas pensem que aquilo que chamamos de popularesco (e que seus defensores chamam de "pop" brasileiro) está "se evoluindo", mesmo sem mexer uma palha. Parece que essas variações são "melhores" que as outras vertentes dos mesmos gêneros. Pura enganação.

Nós não somos trouxas e não aceitamos esses rótulos bobos. Que os popularescos assumam sua ruindade e aceitem o seu perecimento. Não são rótulos que fazem as pessoas mais inteligentes e mais criativas. São as idéias. Idéias que os popularescos sub-alfabetizados não conseguem entender.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Wanessa Camargo diz que não gosta de Breganejo

A cantora Wanessa, que agora assina sem o seu sobrenome, quer se dissociar da imagem de "filha do Zezé di Camargo" e recentemente deu a declaração que não gosta de breganejo, não se identifica e nem ouve.

Então Wanessa é classuda? Por isso que ela está casada, muito bem casada (com o feioso empresário Marcus Buaiz). Pois, se ela gostasse de breganejo estaria sentada na calçada chorando por falta de homem.

As jecas e vulgares estão cada vez mais encalhadas, embora sejam consideradas pela mídia como "as mais desejadas".

Sabiam que o primeiro álbum dela é até legalzinho? É comercial, piegas, mas legalzinho.

Papai Zezé deve ter ficado furioso...

sábado, 7 de novembro de 2009

Aline: a Cultura Alternativa invade a Mídia Gorda

A Rede Globo cometeu uma ousadia. Depois de abrir espaço para as loucuras de Fernanda Young (leia abaixo) através de seus seriados, a rede aberta lança o seriado Aline, uma livre adaptação dos quadrinhos do gaúcho Adão Iturrusgarai, conhecidas por mim através do jornal Folha de São Paulo.

O seriado é bem fiel ao estado de espírito dos quadrinhos, embora a aparência física dos personagens é muito diferente. Mas as loucuras que aconteciam nos quadrinhos estão todas lá.

A trilha e as referências culturais são por cortesia de Branco Melo, consultor musical do seriado e conhecidérrimo como integrante da seminal banda Os Titãs (Outro Titã, Paulo Miklos, participou de um episódio como o pai de Pedro, o saxofonista interpretado por Pedro Neschling, filho da atriz Lucélia Santos e do maestro John Neschling (que inovou e deu prestígio internacional a Orquestra Sinfônica da São Paulo). As referências culturais foram extraídas do universo alternativo e semi-alternativo.

A linguagem do seriado é super criativa e a atuação dos atores no mínimo soberba, principalmente da protagonista interpretada pela bela e charmosa Maria Flor, que parece que nasceu para o papel. Ela materializou com absoluta perfeição o espírito de protagonista Aline.

Não creio que irá durar muito porque o Zé-poveco não gosta de criatividade e referências inteligentes. É um seriado muito estranho para passar na TV aberta. Mas mostra que é possível incluir obras realmente de qualidade na TV aberta.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Verbete sobre rock na Wikipedia prima pela coerência.



Quando se fala sobre rock, o comum é sempre aparecer algum cometário incoerente, que despreza o histórico do gênero e subestima os estereótipos frequentemente associados a quem toca ou curte o gênero. Mas na minha vida, somente duas vezes pude ver informações coerentes a respeito do rock. primeiro, no livro Rock, o Grito e o Mito, de Roberto Muggiati, que além de trazer um histórico sobre o que acontece no gênero, trata com dignidade e seriedade e passa muito longe de qualquer estereótipo relacionado ao gênero, evitando inclusive rotulações erradas.

Outra é o verbete Rock, do Wikipedia, em português mesmo, que é bem objetivo, mostra realmente quem pertence ao gênero e não dá espaço para asneiras como "Madonna e Michael Jackson são os maiores roqueiros do mundo", "Tina Turner é a rainha do rock", "Menudos são a reencarnação da Beatlemania" "disco-music é subdivisão do rock" e por aí vai. A descrição contida no verbete é clara, objetiva e serve como um bom guia para quem quer realmente entender o gênero e suas inúmeras e tão díspares sub-divisões.

Em tempos de ignorância musical é bom ver que alguém leva a sério um gênero que foi bastante importante para cultura mundial. Convém lembrar que classificar alguém como rock ou não nada tem a ver com qualidade musical*. Rock é um gênero com determinadas características e público e isso deve ser levado em conta. O papo de que "rock é atitude" é uma besteira inventada porquem não entende de música.

Vamos ler mais e nos informar mais. Música é cultura e cultura é sabedoria, conhecimento, acima de tudo.

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* Nota: Muitos se irritaram quando eu disse que Michael Jackson era soulman ao invés de roqueiro, por desconhecer o gênero soul-music, talvez achando que associar Jackson ao rock serviria como "atestado de qualidade". Mal sabem que a soul-music é igualmente importante e ainda mais elaborada que o rock, embora mais aceito comercialmente. Jackson foi educado artisticamente pela gravadora Motown, templo da soul-music e foi o um dos maiores representantes do funk, vertente mais suingada da soul-music.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Bee Gees assumem que não são roqueiros

Meu pai, que gosta do trio australiano formado por três irmãos nascidos na Ilha de Man, mas naturalizado americano, Bee Gees, estava assistindo o DVD Live by Request, onde mostra um show gravado para um especial na TV americana. Eu passei pela sala e como fui fazer um lanche (a mesa fica na sala) assisti a um pedaço.

Num momento, o apresentador do programa lembra que o trio formado pelos irmãos Gibb (Brother Gibb, B. G.'s, Bee Gees, sacou?) foi agraciado com homenagens no Rock 'n' Roll Hall of Fame e pelo Songwriters Hall of Fame (não estou certo do nome deste último) e perguntou o que acharam disto. Robin (que teve carreira solo mais bem sucedida), disse que agradeceu as homenagens, mas não se sentem muito felizes com a do Rock 'n'Roll Hall of Fame porque nunca se consideraram roqueiros e que ficaram felizes com a outra homenagem, pois, segundo Robin, "acima de tudo somos compositores".

Bom saber que eles assumem o que são. Nos anos 60, os irmãos Gibb tocavam músicas românticas; nos 70, disco-music e nos 80 em diante, um pop aguado típico de paradas-de sucesso (entenderam, Jackson-fans?). Assumir como rótulo aquilo que não faz além de confundir não é nada honesto. E os Bee Gees mostraram que são humildes e honestos, mesmo fazendo música por dinheiro.