segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Falsos sambistas arrasam literalmente com Simonal



Como é que tiveram a coragem de convidar uns picaretas do samba como o Mister Pires, o Péricles e o Thiaguinho-Salgadinho-Rodriguinho para o tributo ao grande mestre Simonal?

Esses sambregas são muito ruins e deveriam ter encerrado a carreira faz tempo, já que não possuem vocação musical e poderiam estar enriquecendo como donos de boteco, por exemplo.

Mas agora entendi o porque da presença desses falsos sambistas, ruins da cabeça e doentes do pé, para ofender o genial Simonal com suas vozes chorosas.

É porque Simonal dizia: "Mamãe passou açucar em mim". Açúcar atrai baratas, não é, Mister Pires?

Esses Pires, Thiaguinho e Péricles são a verdadeira pilantragem... no mau sentido.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Garota Gigantinha e Maria Rita Mariano: a competente se ajoelha diante da picareta

Realmente sinal dos tempos. Imagine se o pior aluno de uma sala de aula, apresenta seu (péssimo) trabalho na frente dos alunos na sala de aula e é aplaudido calorosamente pelo melhor aluno da mesma turma. Pois é, o fato aconteceu.

Maria Rita Mariano, uma das melhores cantoras brasileiras da atualidade e filha da melhor cantora que o país já teve, Elis Regina, foi assistir a um show de Claudia Leitte, a Garota Gigantinha, uma cantora de péssima qualidade, representante de um gênero de qualidade duvidosa, portadora de uma voz forçada e cheia de firulas e de personalidade arrogante, que só perde em prepotência para a sua alma-gêmea, a Gigantona Ivete Sangalo.

E ingênua como costumam ser os cantores de MPB, ela aplaudiu (impressionante como cantores de MPB têm o hábito de aplaudir "cantores" ruins; se eu fizer meu "show" no chuveiro e chamar, por exemplo, o Chico Buarque, ele me aplaude) e até se comoveu quando a arrogante crooner de chuveiro cantou uma música de Elis (será que ela não notou que isso era pura bajulação?).

Ora, ora, Maria Rita. Acorde e deixe de ser ludibriada por alguém que é muito inferior a você!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Há 29 anos morria John Lennon

Puxa, o dia está quase acabando e quase não escrevo sobre os 29 anos de morte de John Lennon, um dos integrantes da maior e melhor banda de todos os tempos: The Beatles.

Não vou falar muito porque daqui a um ano vai ser comemorado 30 anos de seu falecimento (de maneira estúpida, assassinado por um maluco que pensava que era seu fã; fã não mata seu ídolo) e como vai ser uma data redonda (assim como no dia 09/10/10, que seria os 70 anos do cara), é bom deixar para falar mais dele na ocasião.

Apesar de não ser meu Beatle favorito (a carreira solo de um Beatle que mais gosto é de Paul McCartney, felizmente vivo, embora fosse o primeiro a atribuir - por meio de brincadeiras - a sua morte), devemos palmas em pé a Lennon, que como todos os trabalhos lançados juntos ou separados de integrantes dos Beatles (até Ringo Starr tem um trabalho de excelente qualidade, ignorado pela mídia - ele é o "Beatle Underground"), pelo seu trabalho de altíssima qualidade inquestionável, mesmo em momentos menos inspirados como na manjadérrima War is Over, que infelizmente ganhou uma versão patética na voz da cantora Simone Bittencourt.

Lennon faz uma falta gigantesca. Há quem diga que se ele não tivesse morrido, os Beatles teriam voltado. De qualquer modo o trabalho de Lennon ficará para sempre, pois é feito para ser ouvido e re-ouvido. E feito para refletir, também, já que ele era o "Beatle Rebelde" e teve a carreira solo mais politizada dos integrantes da grande banda.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Chitãozinho e Xororó estão "se achando"

Os percursores da decadência da música sertaneja no Brasil, os desafinados e cafonas Chitãozinho e Xororó, após um sumiço estratégico (para "parecer MPB", já que os verdadeiros intérpretes da MPB estão fora da mídia e a nefasta dupla deu esse sumiço para "se equiparar"), resolve lançar um novo disco, às vésperas de completarem 40 anos que estão enchendo nosso saco com suas vozes de gralhas.

Agora eles estão metidos pra cacete: gravaram com orquestra, inventaram que são influenciados por Raul Seixas, chamaram Andreas Kisser do Sepultura (???!!!) para gravar e agora assumem uma forjada e mentirosa "atitude rock", como se eles fossem os "Byrds brasileiros". Gram Parsons deve estar se agitando no seu túmulo, assim como Raulzito.

Que esses distintos senhores fechem suas matracas desafinadas, calando a voz de taquara rachada e vão curtir suas fortunas em seus sítios gigantescos bem quietinhos e parem de maltratar a nossa música rural, que já está na UTI e pode morrer (definitivamente) a qualquer momento.

Morte que nem os picaretas do Sertanojo Universotário terão condições de evitar.

Cilada Furfles


Assistindo ao episódio "Casa de Praia", do humorístico que mais gosto, Cilada, fiquei feliz com um detalhe: a participação do meu xará Marcelo Adnet (Furfles15 minutos, anúncios da Volkswagen). Grande encontro de grandes humoristas.

Os dois são os melhores humoristas da atualidade e usam a inteligência como ingrediente de seus humorísticos. Do contrário do humor-de-bordões do Zorra Total e do besteirol sem sentido do Pânico na TV (ou seria Penico na TV, de tão ruim que é). O CQC (conduzido por outro xará meu, o conhecido Marcelo Tas, que é humorista, mas é Tristão), que tinha começado bem, encanou de concorrer com o Pânico na TV e se deu mal. Virou outro besteirol.

Parabéns e muito obrigado a Adnet e a Mazzeo (filho do multi-homem Chico Anísio, grande humorista) por fugirem da mediocridade dos outros humorísticos e usarem a inteligência e a criatividade para nos fazer rir.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Morre Eric Woolfson

Eric Woolfson, parceiro de Alan Parsons na banda inglesa de rock progressivo The Alan Parsons Project e voz principal em várias músicas, principalmente na música mais conhecida da dupla, Time, faleceu, no último dia 02/12, após longa luta contra o câncer.

Eu nem sabia que ele estava doente. Será, para mim, uma grande perda, pois eu gostava da bela voz dele e de suas composições, já que a dupla era responsável por criar as músicas, que davam um toque mais acessível ao rock progressivo. Ele também era o principal pianista da banda, que era uma de minhas favoritas.

Eric é mais um que vai fazer falta. Descanse em paz, amigo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Papai Noel, uma incoerência

O Natal está chegando, todo mundo repensando sobre o que fez (e principalmente sobre o que NÃO fez) de bom durante o ano e aí nos vem a memória daquela figura obesa, idosa, vestida com um grosso casaco vermelho que aparece em todo o ano nesta época e que atende em seu lugar de origem como Santa Claus e que sabe-se lá porque, denominamos Papai Noel.

Que mania é essa do brasileiro de querer copiar as coisas de fora? A criatividade do brasileiro possibilita a criação de um personagem próprio para celebrar o Natal! Um personagem que tivesse mais a ver com a realidade brasileira, com o cotidiano e com o clima nosso. Francamente casaco vermelho em clima quente e ainda mais no verão (no Brasil, Natal cai no verão) é de uma loucura sem tamanho. Não dá nem para enganar criancinha.

Aliás, falando em criancinha, porque diabos a Mamãe Noel sempre tem que ser jovem? Papai Noel não é um velhinho? Mamãe Noel não poderia ser uma velhinha? Pelo jeito, de tanto receber crianças para sentar em seu colo, ficou mal-acostumado e quis também ter a sua criança particular dentro de casa também. Resta avisar ao rotunda figura avermelhada que pedofilia é crime.

Mas, voltando, ainda acho que o povo brasileiro deveria criar outra figura, mais brasileira, mais tropical, para representar o Natal. Copiar coisas dos outros é coisa feia, falta de esforço e criatividade e no caso do velhinho que é uma "Santa", uma incoerência sem tamanho.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Popularesco quer se promover à custa de rótulos sem sentido

Vocês já devem ter ouvido falar em "Sertanejo Universitário", "Brega de Raiz", "Pagode de Protesto", "Axé disso", "Funk daquilo", etc.. Aí falam mil maravilhas sobre essas variações e quando você ouve o som é a mesma merda, sem nenhuma mudança. A mesma tosqueira e precariedade existente sem o rótulo pomposo continua permanecendo.

Me parece que esses rótulos forma criados para que os trouxas pensem que aquilo que chamamos de popularesco (e que seus defensores chamam de "pop" brasileiro) está "se evoluindo", mesmo sem mexer uma palha. Parece que essas variações são "melhores" que as outras vertentes dos mesmos gêneros. Pura enganação.

Nós não somos trouxas e não aceitamos esses rótulos bobos. Que os popularescos assumam sua ruindade e aceitem o seu perecimento. Não são rótulos que fazem as pessoas mais inteligentes e mais criativas. São as idéias. Idéias que os popularescos sub-alfabetizados não conseguem entender.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Wanessa Camargo diz que não gosta de Breganejo

A cantora Wanessa, que agora assina sem o seu sobrenome, quer se dissociar da imagem de "filha do Zezé di Camargo" e recentemente deu a declaração que não gosta de breganejo, não se identifica e nem ouve.

Então Wanessa é classuda? Por isso que ela está casada, muito bem casada (com o feioso empresário Marcus Buaiz). Pois, se ela gostasse de breganejo estaria sentada na calçada chorando por falta de homem.

As jecas e vulgares estão cada vez mais encalhadas, embora sejam consideradas pela mídia como "as mais desejadas".

Sabiam que o primeiro álbum dela é até legalzinho? É comercial, piegas, mas legalzinho.

Papai Zezé deve ter ficado furioso...

sábado, 7 de novembro de 2009

Aline: a Cultura Alternativa invade a Mídia Gorda

A Rede Globo cometeu uma ousadia. Depois de abrir espaço para as loucuras de Fernanda Young (leia abaixo) através de seus seriados, a rede aberta lança o seriado Aline, uma livre adaptação dos quadrinhos do gaúcho Adão Iturrusgarai, conhecidas por mim através do jornal Folha de São Paulo.

O seriado é bem fiel ao estado de espírito dos quadrinhos, embora a aparência física dos personagens é muito diferente. Mas as loucuras que aconteciam nos quadrinhos estão todas lá.

A trilha e as referências culturais são por cortesia de Branco Melo, consultor musical do seriado e conhecidérrimo como integrante da seminal banda Os Titãs (Outro Titã, Paulo Miklos, participou de um episódio como o pai de Pedro, o saxofonista interpretado por Pedro Neschling, filho da atriz Lucélia Santos e do maestro John Neschling (que inovou e deu prestígio internacional a Orquestra Sinfônica da São Paulo). As referências culturais foram extraídas do universo alternativo e semi-alternativo.

A linguagem do seriado é super criativa e a atuação dos atores no mínimo soberba, principalmente da protagonista interpretada pela bela e charmosa Maria Flor, que parece que nasceu para o papel. Ela materializou com absoluta perfeição o espírito de protagonista Aline.

Não creio que irá durar muito porque o Zé-poveco não gosta de criatividade e referências inteligentes. É um seriado muito estranho para passar na TV aberta. Mas mostra que é possível incluir obras realmente de qualidade na TV aberta.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Verbete sobre rock na Wikipedia prima pela coerência.



Quando se fala sobre rock, o comum é sempre aparecer algum cometário incoerente, que despreza o histórico do gênero e subestima os estereótipos frequentemente associados a quem toca ou curte o gênero. Mas na minha vida, somente duas vezes pude ver informações coerentes a respeito do rock. primeiro, no livro Rock, o Grito e o Mito, de Roberto Muggiati, que além de trazer um histórico sobre o que acontece no gênero, trata com dignidade e seriedade e passa muito longe de qualquer estereótipo relacionado ao gênero, evitando inclusive rotulações erradas.

Outra é o verbete Rock, do Wikipedia, em português mesmo, que é bem objetivo, mostra realmente quem pertence ao gênero e não dá espaço para asneiras como "Madonna e Michael Jackson são os maiores roqueiros do mundo", "Tina Turner é a rainha do rock", "Menudos são a reencarnação da Beatlemania" "disco-music é subdivisão do rock" e por aí vai. A descrição contida no verbete é clara, objetiva e serve como um bom guia para quem quer realmente entender o gênero e suas inúmeras e tão díspares sub-divisões.

Em tempos de ignorância musical é bom ver que alguém leva a sério um gênero que foi bastante importante para cultura mundial. Convém lembrar que classificar alguém como rock ou não nada tem a ver com qualidade musical*. Rock é um gênero com determinadas características e público e isso deve ser levado em conta. O papo de que "rock é atitude" é uma besteira inventada porquem não entende de música.

Vamos ler mais e nos informar mais. Música é cultura e cultura é sabedoria, conhecimento, acima de tudo.

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* Nota: Muitos se irritaram quando eu disse que Michael Jackson era soulman ao invés de roqueiro, por desconhecer o gênero soul-music, talvez achando que associar Jackson ao rock serviria como "atestado de qualidade". Mal sabem que a soul-music é igualmente importante e ainda mais elaborada que o rock, embora mais aceito comercialmente. Jackson foi educado artisticamente pela gravadora Motown, templo da soul-music e foi o um dos maiores representantes do funk, vertente mais suingada da soul-music.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Bee Gees assumem que não são roqueiros

Meu pai, que gosta do trio australiano formado por três irmãos nascidos na Ilha de Man, mas naturalizado americano, Bee Gees, estava assistindo o DVD Live by Request, onde mostra um show gravado para um especial na TV americana. Eu passei pela sala e como fui fazer um lanche (a mesa fica na sala) assisti a um pedaço.

Num momento, o apresentador do programa lembra que o trio formado pelos irmãos Gibb (Brother Gibb, B. G.'s, Bee Gees, sacou?) foi agraciado com homenagens no Rock 'n' Roll Hall of Fame e pelo Songwriters Hall of Fame (não estou certo do nome deste último) e perguntou o que acharam disto. Robin (que teve carreira solo mais bem sucedida), disse que agradeceu as homenagens, mas não se sentem muito felizes com a do Rock 'n'Roll Hall of Fame porque nunca se consideraram roqueiros e que ficaram felizes com a outra homenagem, pois, segundo Robin, "acima de tudo somos compositores".

Bom saber que eles assumem o que são. Nos anos 60, os irmãos Gibb tocavam músicas românticas; nos 70, disco-music e nos 80 em diante, um pop aguado típico de paradas-de sucesso (entenderam, Jackson-fans?). Assumir como rótulo aquilo que não faz além de confundir não é nada honesto. E os Bee Gees mostraram que são humildes e honestos, mesmo fazendo música por dinheiro.

sábado, 31 de outubro de 2009

Não é sertanejo mesmo. E é ruim pacas

Se não bastasse o tipo de som tipicamente breganejo-universotário das patricinhas Ana Elisa & Mariana, as duas ainda querem brincar de ser militantes tecnológicas, algo que nada, mas nada tem a ver com as raízes do campo. Mesmos as fazendas que possuem máquinas de tecnologia avançada estão mais para country-music do que para a autêntica moda-de-viola.

As dicas citadas neste cyber-panfleto são até corretas, mas se elas estão querendo ser a "voz do sertão" utilizaram a tática errada. Ouvi a música e é uma merda pura. Ruim de engolir. Medonho. Nem a beleza das duas consegue salvar a colossal ruindade. Lembra aqueles "cantores" de jingles do Silvio Santos (que já eram ruins de matar), só que cantando forró-brega. Direto para o lixo!!!

Sinceramente, essas patricinhas, bonitinhas, mas ordinárias estão querendo confundir as coisas. O que elas estão pensando em se associar com a tecnologia? Acham que associar com o mundo cibernético vai conseguir disfarçar a tosqueira? Porque não investiram em tecnologia para melhorar seu som? Até a mixagem é horrenda!

Não é sertão, não é universitário. Só brega mesmo. Cyber-brega, mas brega.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

G1 erra gênero musical de festival de moda



Ao anunciar a edição brasileira do festival de moda Fashion Rocks, o portal G1, das Organizações Globo, se refere a parte musical do evento como "festival de rock". Como, se na versão brasileira do evento não haverá nenhum roqueiro? Só nomes da black-music, do hip-hop e até a filha do breganejo Zezé di Camargo, que atende apenas pelo prosaico nome de Wanessa.

Tudo bem que em edições estrangeiras, vários roqueiros se apresentaram no evento. Mas o evento nada tem a ver com rock. O título do festival significa "A moda sacode", já que "rock" também significa "sacudir", "balançar" e também significa "rocha". É acima de tudo um evento de moda onde modelos desfilam com cantores e banda se apresentando ao vivo. Nem sei porque não incluiram algum sambista no evento.

É mais uma versão brasileira de um evento estrangeiro, já que o Brasil já desperta o interesse dos estrangeiros em setores ligados ao entretenimento. Enquanto isso, em setores sérios como educação, saúde, segurança, o país vive no mais tradicional abandono.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Olimpíada no Rio de Janeiro: Modalidades

Já que a Olim Piada acabou sendo mesmo no Rio, me lembrei que existem algumas modalidades "esportivas" que já estão prontinhas e que não precisam nem de infra-estrutura para serem praticadas. Está tudo pronto!

São modalidades que até mesmo o cidadão brasileiro comum já está preparado, pois ele já treina todos os dias com bravura e dedicação.

Vamos às novas modalidades:

- NATAÇÃO NO ESGOTO: Com a quantidade de valas de esgotos que temos em nossa cidade, e observando que boa parte dessas valas desemboca nas praias, é um esporte que pode ser praticado desde já e que não vai custar nadinha para a dupla dinâmica dos governos municipal e estadual.
- FUGA DE BALA PERDIDA: Conhecem aquele jogo de tiro ao álvo muito existentes em parques de diversões? Poisé. Imaginem no lugar dos patinhos e comecem a brincadeira, já que balas perdidas é o que mais há na Cidade Dispendiosa.
- CARREGAMENTO DE SACOLAS DE SUPERMERCADO: O povo sabe: é difícil carregar um monte de sacos para levar a comida para a casa. Já é difícil pagar e empacotar, imagine carregar. Ainda mais que muitos voltam para casa a pé ou em ônibus lotados.
- FULL FIGHTING BOXING: Ou simplesmente, porrada. Quem estava no meio do tumulto da Supervia ocorrido ontem sabe que "esporte" é esse. E salve-se quem puder!
- CAÇA AO MOSQUITO: Como o mosquito da dengue já virou cidadão carioca, vai ser fácil caçá-lo. Todo mundo com sua redinha!
- IDENTIFICAÇÃO DE ÔNIBUS: Além da pintura padronizada que deixou todos os ônibus de 50 empresas iguais, Paes mudou números, destinos, trajetos, pontos, empresas e agora pegar o ônibus certo ficou tão difícil quanto conquistar a medalha de ouro.
- A MARATONA STA CRUZ/CENTRO: Não é qualquer um que pode gastar as caríssimas passagens das linhas que ligam o bairro de Santa Cruz ao centro do Rio.
- ALPINISMO NOS MORROS CARIOCAS: Só tem que tomar cuidado com os tiroteios.
- "FUNK" CARIOCA: Poderia haver uma competição para quem aguenta mais tempo aquela merda que insistem em chamar de "cultura".

Foram as minhas sugestões. Quem tiver outras, é só escrever nos comentários. E uma boa Olim Piada para todos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Homem mais alto do mundo não consegue arrumar namorada

O turco Sultan Kosen, 27 anos, o novo homem mais alto do mundo, com 2m50, e que vive na Inglaterra, reclama que por causa da altura, não consegue arrumar namorada.

O quê? Sultan, quer trocar de lugar comigo? Aqui no Brasil as mulheres só gostam de cara alto.

Eu deveria ter nascido na Inglaterra. Brasil, meu país? Humpf!


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Disney compra a Marvel Comics

O conglomerado Disney, com larga experiência em quadrinhos e desenhos animados e que vem fazendo muito sucesso no ramo adolescente com seriados como Camp Rock, Hanna Montana, Wizards of Waverly Place, filmes como High School Musical e ídolos como Miley CyrusZac EfronDemi Lovato, entre outros, acaba de alcançar mais um trunfo: comprou a famosa produtora de quadrinhos de ação Marvel Comics, famosa por inúmeros personagens como X-MenSpiderman e Incredible Hulk.

Stan Lee, famoso criador de vários personagens da marca, aprovou a compra. Eu também, pois a Disney conhece muito bem o ramo de quadrinhos e poderá ainda mais fortalecer a Marvel, criando um invejável cast de personagens tanto nos quadrinhos infantios como nos quadrinhos de ação.

E quem ganhará com isso é a garotada e os fãs de quadrinhos. Stan Lee está certo...



segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Encontraram (mesmo!) o Belchior!



Mal passou uma semana e finalmente encontraramo menestrel cearense. Foi numa vila pequena no Uruguai. Ele acabou dando uma entrevista ao programa Fantástico, se mostrando surpreso com as notícias sobre seu sumiço. Não quis falar dos verdadeiros motivos do desaparecimento.

Falou inclusive que está preparando um songbook blilíngue em português e espanhol eque vai gravar material inédito, confirmando a tese dita por um amigo de que ele "estaria preparando uma grande surpresa para os fãs". Há quem diga que esse sumiço é uma estratégia de marketing, já que ele, compositor da legítima MPB, sumiu literalmente das rádios, interessadas apenas na falsa MPB, em que fazem parte as nefastas tendências do popularesco (axé, pagode, "sertanejo", "funk" carioca, brega e forró-brega), que vêm destruindo a nossa cultura.

Até então, muitas piadas e especulações foram feitas ao episódio. Inclusive uma versão do famoso jogo "Onde está Wally" foi feita com o cantor no lugar do famigerado boneco.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Belchior sumiu, desapareceu, se escafedeu

Eu soube do acontecimento de uma coisa inusitada ontem no Fantástico. Belchior, importante compositor da música brasileira, famoso por suas letras intelectualizadas e por sua voz meio fanha e que teve composições consagradas por gente como Elis Regina (Como nossos pais), desapareceu sem deixar rastro, literalmente.

Tudo que ele tinha na vida foi abandonado: casa, carros, amigos. Estes últimos não tem mais notícias dele, tendo apenas como pistas, conversas anteriores em que o compositor havia dito que queria mudar de vida e que estava depressivo. Há quem diga que ele sumiu estratégicamente e que pretende voltar em grande estilo. Mas não há indícios disso.

Uma pena ele ter sumido. O trabalho dele é de grande qualidade artística, resultado de muita leitura de livros e sempre esteve à frente de seu tempo. À frente inclusive dos monótonos dias de hoje.

Talvez ele tenha sumido como forma de esquecer o desprezo que a juventude atual dá a ele, muito mais interessada nos chifres dos breganejos, nas bundas dos axezeiros e funkeiros e nas piruetas do Michael Jackson. Muitos desses jovens assumem odiar livros e textos longos (o lacônico Twitter faz sucesso entre eles). Belchior não foi feito para ser apreciado por burros.

Tomara que nada de ruim tenha acontecido com o cantor/compositor e que ele possa voltar com trabalho inédito e mostrar a essa "galerinha" que maravilhas os livros podem fazer pela música, tornando-a mais bela e educativa.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

40 anos do festival de Woodstock

Hoje completa 40 anos do último dia do famoso festival de música que aconteceu numa fazenda no interior dos Estados Unidos e que marcou pela imensa quantidade de público e pela também imensa qualidade musical. Também pudera, a segunda metade da década de 60 é até hoje a melhor fase da história da música de todos os tempos e não há como ser superada.

Nesta época também era moda ser inteligente, ler livros, cultuar intelectuais, ficar por dentro de tudo de maneira aprofundada. Hoje, ao contrário, é moda ser boçal, cultuar futilidades, ser burro sem assumir o rótulo, nada fazer para melhorar o mundo, jogando a responsabilidade de melhoria apenas para as ONG's, e achar que os intelectuais são gente chata. Embora esses mesmos ignorantes achem os dias de hoje bem melhores que os anos 60. Pobres coitados. Saudades dos anos 60 em que eu não vivi (nasci em 1971, com todo o ideal da época reduzido às cinzas).

Voltando ao festival, ele, apesar do nome, não aconteceu em Woodstock, mas em Bethel, uma cidade vizinha. O terreno era maior e não havia vizinhança para ser incomodada. Era originalmente pago, mas as frágeis cercas foram derrubadas e muita gente acabou entrando de graça. Se não fosse por isso, talvez o festival não tivesse se destacado tanto.

Apesar de marcante, Woodstock não foi o festival com o melhor elenco de artistas (eu falei ARTISTAS. Não os entertainers "se vira nos 30" de hoje). Monterrey, ocorrido um anos antes, teve um número maior de artistas de qualidade. Mesmo assim, a qualidade musical estava ainda em sua plenitude em Woodstock.

Desde o violão "Speed Racer" do folk-man Richie Ravens, passando pela personalíssima interpretação de Joe Cocker (decadende desde os anos 80) para With a Little Help From My Friends, dos Beatles, transformando-a em uma outra música bem diferente, passando também pelo excelente folk-rock da infelizmente esquecida Incredible String Band, e , além de muitos outros, os famosérrimos Joan Baez, The Who, Carlos Santana, e claro, o mais-que-genial Jimi Hendrix, que aproveitou o evento para tocar à seu modo o hino dos Estados Unidos em protesto à Guerra do Vietnam. Sempre achei guerras um sinal de ignorância. Se os governantes se detestam, eles que vão dar sopapos um no outro pessoalmente. Precisa matar milhões de jovens que não têm nada a ver, por causa disso?

O festival foi o canto do cisne da época áurea da cultura mundial. E tudo acabou por aí. A partir dos anos 70, os valores morais, intelectuais, culturais, sentimentais, topdos foram caindo aos poucos para resultar numa época decepcionante em que se tornou o início do século XXI. Com a evolução das máquinas, a maioria das pessoas achou desnecessário se evoluir.

Resta-nos cultuar o que havia de bom no passado e tentar tirar alguma lição da lá mesmo. Porque hoje os burros e boçais estão no poder, dizendo o que deve e o que não deve ser feito. E ai de se desobedecer...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Hoje é o dia do Orgulho Nerd, mas brasileiros ainda não sabem o que é ser nerd

Hoje, 25 de maio é considerado dia do Orgulho Nerd. A data foi escolhida por causa da primeira exibição de Star Wars, em 1977. Um filme amado pelos nerds (e por mim, também!) e nada mais nerd do que um filme de ficção científica, desacreditado por muitos produtores, quase não foi realizado, mas quando foi lançado foi um estouro!! É o que acontece com os nerds: quando as pessoas normais rejeitam um nerd não sabem que podem estar rejeitando um grande amigo ou namorado, melhor do que muitos tidos como tais. Gente, prove primeiro para saber se gosta ou não.

Apesar de popular entre os nerds, não há nenhum nerd entre os personagens de Star Wars. O filme que melhor explica o que é realmente é Revenge of The Nerds, de 1984, protagonizado por Anthony Edwards, de Top Gun (aquele do Tom Cruise e dos aviões, sobretudo o belo jato supersônico conhecido como Kelly McGillis, que assumiu recentemente ser lésbica - uau!) e mais recentemente pelo seriado sobre medicina, E. R., e por Robert Carradine, irmão dentuço do famoso Kung Fu (um lutador, o extremo oposto dos nerds) David Carradine. Anthony, como bom nerd, deveria ter aproveitado suas outras aparições para pedir uns conselhinhos aos galãs Tom Cruise e George Clooney para aprender a conquistar uma mulher. Se bem que esses dois não mexem nenhum dedinho para arrumar uma.

Mas que diabos é um nerd? Eu, como nerd assumido, vou explicar. Nerd é, basicamente, um indivíduo muito inteligente e simpático, mas tímido e de aparência incomum que gosta muito de computadores e de atividades que estimulem o raciocínio e a produção intelectual. Costumam não gostar de esportes (sobretudo os mais populares, como no caso do Brasil o futebol, que eu particularmente acho um saco, embora goste de saber o andamento dos campeonatos para não ficar alienado) e o que é pior, têm muita dificuldade de sociabilização com as pessoas consideradas normais, devido a sua aparência, gostos e ideias diferentes. Na vida afetiva, ihhh... nem se fala!

Mulheres "normais" detestam nerds. Sobretudo porque eles transmitem uma aparência de fracote, o que faz as mulheres pensarem que ele será um mau protetor, o que é um engano. Os caras "normais" costumam desprezar suas companheiras a medida que o relacionamento avança. Os nerds, ao contrário, quando amam é pra valer e tendem a serem bem fiéis às suas amadas e podem virar ótimos protetores, até porque possuem o medo de perder suas amadas, graças às dificuldades resultantes da impopularidade que os nerds têm com as mulheres.

Brasileiros ainda não sabem o que é nerd

Ô povinho esse o do Brasil. Sempre que tem um rótulo da moda, querem adotar sem saber o que significa. Virou mania entre os jovens brasileiros de achar que nerd é aquele que é viciado em computador ou viciado em quadrinhos ou Star Wars. Nada impede que um cara "normal" possa gostar de quadrinhos ou de Star Wars. Na era da informática, todos devem se acostumar com computadores, nerds ou não. Já chegaram a dizer que nerd era sinônimo de mauricinho, o que é um absurdo, já que "mauricinho"(ou "patricinha") são nomes que se dão a pessoas que seguem as regras sociais a risca, ao pé-da-letra, sem contestar, e algo que nerd não consegue assimilar são regras sociais. Ou seja nerd é o oposto de mauricinho.

Essa confusão se deve ao fato da "cultura nerd" ser bem recente no Brasil. Se bem que os caras considerados "normais" gostam de se auto-rotularem como nerds, para parecerem "coitadinhos", mas adoram humilhar os verdadeiros nerds. Pô, se não bastasse a humilhação, ainda roubam nosso rótulo? Qualé?

Diferença entre homens e mulheres nerds


Dá a impressão neste texto que nerd são somente os rapazes. Mas existem as garotas nerds. Não confundam com as coitadas com cara de domésticas que vivem chorando ao som de música breganeja que se vê muito por aí. A mulher nerd é desajeitada, não necessariamente feia (muitas são lindas, só não são vaidosas) e é muito inteligente e de muitos referenciais culturais (coisa que as domésticas solitárias não tem). Do contrário dos rapazes, as garotas nerd arrumam namorados, já que, elas, do contrário das "normais", são mais extrovertidas (os nerds invertem a padronização social do homem-gladiador e da mocinha insegura). Mas homens e mulheres nerds se igualam em relação as outras características.

O Primeiro Grande Nerd brasileiro

Apesar de recente, a cultura nerd brasileira já vem pedindo passagem e já tem o seu grande guru e representante: Marcelo Adnet, talentoso humorista que apresenta o excelente programa "15 minutos", um programa autenticamente nerd e estreou ontem seu segundo programa, o "Furfles," que lembra o Cilada de Bruno Mazzeo (que teve Adnet participando em um dos episódios).

Marcelo Adnet, Marcelo e nerd como eu, mostra que o Brasil pode sim, ter sua cultura nerd com características próprias, com traços próprios, e com defeitos (xiii) próprios. Até porque em paises latinos como o Brasil, terra dos temíveis garanhões pegadores mauriçolas, nerds costumam sofrer muito mais do que nos Estados Unidos ou Europa, em que os machos não são tão atrevidos.

Mandamentos do nerd (extraído do Wikipedia):
  • Direitos:
  1. O direito de ser ainda mais nerd.
  2. O direito de não sair de casa.
  3. O direito de não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.
  4. O direito de se associar a outros nerds.
  5. O direito de ter poucos (ou nenhum) amigo.
  6. O direito de ter tantos amigos nerds quanto quiser.
  7. O direito de não ter que estar "no estilo".
  8. O direito ao sobrepeso (ou subpeso) e de ter problemas de vista.
  9. O direito de expressar sua nerdice.
  10. O direito de dominar o mundo.
  • Deveres
  1. Ser nerd, não importa o quê.
  2. Tentar ser mais nerd do que qualquer um.
  3. Se há uma discussão sobre um assunto nerd, você tem que dar sua opinião.
  4. Guardar todo e qualquer objeto nerd que você tenha.
  5. Fazer todo o possível para exibir seus objetos nerds como se fosse um "museu da nerdice".
  6. Não ser um nerd genérico. Você tem que ser especialista em algo.
  7. Assistir a qualquer filme nerd na noite de estréia e comprar qualquer livro nerd antes de todo mundo.
  8. Esperar na fila em toda noite de estréia. Se puder ir fantasiado, ou pelo menos com uma camisa relacionada ao tema, melhor ainda.
  9. Não perder seu tempo em nada que não seja relacionado à nerdice.
  10. Tentar dominar o mundo!
Publicado originalmente em 25/05/2009.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Rádio de música brega mata a Antena 1

A minha rádio favorita, a Antena 1, infelizmente vai acabar no final deste mês para dar lugar a uma rádio breganeja, daquelas duplas medonhas de nomes pomposos que ora imitam o pica-pau ora imitam o Barney Rubble ou ainda como no caso do Bruno & Marrone, cantam como se estivessem cagando. É a "música" rural de araque, que está matando a música rural legítima, obrigando o pobre homem do campo a transformar seu ouvido em penico. Rádios como a Tupi FM tratam os pobres camponeses como se fossem gado.

O ridículo é que música breganeja quase não faz sucesso no Rio de Janeiro (dos titmos popularescos é o menos aceito pelos cariocas). Corre o rico da Tupi ser uma rádio para anunciantes, sem audiência, mas com lucro. Uma rádio "para dentro".

A Antena 1 não era 100%. Muita breguice norte-americana tinha presença garantida na rádio. Mas em tempos em que ser brega é sinônimo de ser moderno, pelo menos a rádio não tocava coisas muito rasteiras.

A Antena 1 é uma rádio especializada em Flash Back. Toca algumas coisas atuais, mas o seu must, aquilo que realmente chama a audiência são os hits de décadas passadas. Lá que eu conheci Laura Nyro, a saudosa cantora que virou a minha favorita e também pude conhecer melhor muitas músicas que ouvia na infância e na adolescência e nem sabia quem era o intérprete.

Dia 31, haverá uma passeata (outra?) contra o fim da rádio Antena 1. O meu irmão Alexandre (do site Preserve o Rádio AM, especializado em rádio) e meu xará Marcelo Delfino, do site Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro e ainda outro xará, o conhecido busólogo (!!!) Marcelo Malaquias, do site Paratodos, sobre ônibus, já garantiram presença. Eu também irei, para protestar contra a última ruína do excelente dial que havia nos anos 80 e que na década de 90 deu lugar a um festival de futilidades.

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COMENTÁRIOS:

Leonardo disse...

Um absurdo. Estou chocado...
o fim da rádio Antena 1 é mais um golpe nas almas reclusas que vivem nesse município.
Uma pena saber que, assim como decretaram o fim da rádio Fluminense FM, sem consulta prévia aos interessados, os ouvintes, agora, a mesma tragédia se abate a esta rádio que menos intevalos tinha e , que por isso, fazia valer o objetivo primeiro de uma rádio que, ao meu ver, é tocar música. Uma pena não poder contar com aqueles comentários carioquissimos sobre o tempo e na voz de Raquel Ricardo. Estou triste e prometo que dessa vez vou desligar de vez o meu rádio e ligar o WMP.
21 de maio de 2009 11:34

Narda Staël disse...

Eu não estou acreditando que isso está acontecendo ao "rádio". O objetivo do governo brasileiro, ao conceder as concessões das rádios, não é a prestação de serviços, entretenimento e informação? Cadê isso? NÃO ESTÁ NA RÁDIO NATIVA QUE VAI FICAR NO LUGAR DA ANTENA 1. COMO É QUE NÓS VAMOS FICAR SEM UMA RÁDIO DE QUALIDADE COMO É A ANTENA 1?
Narda Staël
Jornalista e radialista
17 de agosto de 2009 13:32

terça-feira, 21 de abril de 2009

Lindsay Lohan diz que Britney Spears não faz arte. Só entretenimento

No início desse mês, a atriz e cantora Lindsay Lohan disse em uma entrevista que Britney Spears não faz arte, apenas entretenimento e que Lohan acha isso positivo já que ela não posa de artista. Eu concordo com a declaração de Lohan, já que é fácil de observar que o tipo de música e de atitude que Britney assume nada tem de artístico. É apenas para divertir, distrair, é feito para passar o tempo.

Mas no Brasil, país em que todos se acham com qualidades, onde "não existe pecado debaixo do Equador", essa declaração, atribuída a um simples entertainer brasileiro poderia soar preconceituosa e até ofensiva, já que poucos sabem a diferença entre arte e diversão.

Como nossa mídia divulga muito pouca coisa e geralmente o que interessa a ela, sem checar qualidades e a postura do que é divulgado. Além disso, certas definições conseguem chegar ao alcance do povão, mas sem ser explicadas ou exemplificadas, isso acaba gerando uma grande confusão.

Numa situação em que se fala de arte, o incauto, sem acesso ao que realmente pode ser definido como arte, acaba por tomar como exemplo artístico um entertainer que aparece na mídia, já que a noção de arte dele é equivocada, graças ao descuido (às vezes proposital) da mídia e da (acreditem!) má qualidade da educação, já que má educação gera má cultura.

Era do Entretenimento Puro

Desde os anos 90, a mídia brasileira resolveu priorizar a "cultura" do entretenimento através de várias tendências conhecidas como Popularesco, tipo de "cultura" dos "aculturados", de fácil assimilação e de mal-acabamento que pode ser consumida por pessoas com nível educacional precário. Os principais ritmos do popularesco, que claramente são de características exclusivamente de entretenimento: brega, axé-music, pagode (samba comercial), forró-brega, sertanejo, funk-carioca e qualquer derivados desses gêneros. Além disso temos ritmos não-popularescos que podem ser considerados como apenas entretenimento como músicas infantis comerciais, música romântica, dance music, e rock popular (surgido das cinzas do Mamonas Assassinas, Raimundos e é representado atualmente por bandas tipo CPM 22 e Fresno).

As pessoas confundem as críticas a esses gêneros como ofensa e com o desejo de que esses mesmos sejam extintos. Mas não é verdade. Esses gêneros não representam a cultura verdadeira do Brasil. Mas devem existir, já que com a má qualidade da educação, existe muita (e põe muita nisso) gente que não está preparada para entender o que realmente é arte. Ninguém gosta de se assumir como ignorante, mas a verdadeira humildade é ter a consciência de que não sabemos tudo. As pessoas se irritam com isso porque acham que todo mundo chega "pronto" à idade adulta e alcançou o máximo da inteligência, por acreditar ser uma "pessoa pronta". Isso é um absurdo, se lembrarmos que na sociedade existem inúmeros níveis de intelectualidade, do baixo ao mais elevado.

Características da música de entretenimento

Para saber se uma música é apenas entretenimento é preciso conhecer suas características. As principais:

- Os entertainers costumam não caprichar muito nas letras, optando pelo mais básico possível. Geralmente suas letras falam de vida amorosa ou coisas bastante triviais. Suas letras fogem de discussões intelectualizadas.
- Costumam caprichar muito no visual e menos na qualidade musical.
- Seguem padrões, regras e fórmulas.
- Tem o objetivo, mesmo não declarado de ganhar dinheiro com música e de frequentar paradas de sucesso e formatam seu som propositalmente visando esses objetivos.
- Gostam de expor suas vidas pessoais como se elas fossem importantes para suas carreiras.
- Pessoas de classes pobres e de nível cultural (não confundir com escolaridade) baixo se identificam muito com a música de entretenimento
- A música de entretenimento é feita para tocar em festas e prioriza a dança.

Essa diferença deve ser observada, já que a música artística, tem um valor mais intelectualizado e por isso não se restringe a eventos ou momentos. Mas não confundam qualquer coisa que é considerada "chique" "granfina" com artística. Há entretenimento puro para quem é de classes mais abastadas, já que muitos, sobretudo "homens de negócio", que não querem ficar "pensando o tempo todo". Um exemplo de entretenimento "chique" são músicas do estilo que cantoras como Celine Dion canta. Dá para ver que o que ela canta nada tem de intelectualizado, é romântico puro. É entretenimento.

Conclusão sem confusão

Divertir é bom e é até sadio, mas não substitui a arte. Mesmo quando a arte diverte, ela traz valor intelectual, dedicação, obras bem-acabadas, e artistas honestos e compromissados com sua obra. Os artistas de verdade não têm esse mercenarismo lúdico dos entertainers, que fazem suas obras visando apenas distrair as pessoas e provocar emoções básicas e catarse, sem se preocuparem com a evolução intelectual destas.

O comentário de Lohan, apesar de se referir a um ícone ianque, encaixa bem na nossa realidade, onde o povo quer menos arte e mais diversão. Um povo que acha que poesia e textos inteligentes são "chatos" e que prefere pular a ficar sentado quieto ouvindo uma boa canção. Infelizmente a arte dá tédio aqueles que não estão preparados para absorvê-la. Uma pena.

Por isso a música de entretenimento deve continuar a existir, mas se assumir como tal. Arte é uma palavra sagrada demais para ser utilizado por que quer apenas se divertir.

21/04/2009

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Comentários:

Jessica Martiele disse...

I agree that the masses want to be entertained and not necessarily enjoy art, but I also find that sad. And where Lindsay Lohan is concerned, she, too, is an entertainer...not an artist. Not once have any of her movies been something I could consider art. I think Lindsay was trying to insult Brittney, but unfortunately, the same applies to her. Thanks for your thoughts!
(21 de abril de 2009 07:09)

terça-feira, 10 de março de 2009

Warner manda tirar imagem e áudio de vídeos do YouTube

Um dia abri uma de minhas contas do YouTube e me deparei com uma coisa desagradável. Vários de vídeos que eu havia postado ou estavam sem áudio ou foram totalmente desativados. Aí aparecia uma mensagem desagradável avisando que o áudio ou imagem foram desativados por causa de "direitos autorais" atribuídos à WMG (Warner Music Group).

Muita gente deve ter sido prejudicada com isso. Pior que a maioria das pessoas não sabe de que gravadora pertencem às músicas. E pior ainda. Tem músicas que são lançadas por gravadoras diferentes no Brasil e que são lançadas pela Warner em outros países sobre tudo nos Estados Unidos (exemplo: The Cure, que é lançado pela Universal Music no Brasil, mas é Warner nos Estados Unidos).

Chato que eu havia postado faixas raras para outras pessoas pegarem. Faixas que não são lançadas pela gravadora que se considera donas delas e que obriga as pessoas a comprarem , sem estar à venda. Pode. Eram faixas difíceis de encontrar até no E-mule.

Sou contra a pirataria e adoro comprar discos. Mas não se pode obrigar a pagar por uma raridade que não está a venda. Isso acontece também com os livros. Como é que vou obter um determinado livro raro se o único modo de obtê-lo é através de xerox nas faculdades? Não dá para entender.

Espero que a Warner e o YouTube entrem num acordo. Senão muita gente vai assistir seus vídeos com o "adorável" som do vento como fundo musical.

Publicado originalmente em 10/03/2009.